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Retomada fica para próxima geração, diz Amorim

O chanceler Celso Amorim admitiu que não haverá mais tempo durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fechar um acordo multilateral na Organização Mundial do Comércio (OMC) e chegou a sugerir que os países ou ministros que foram designados para tentar superar o impasse sejam mudados. Ao concluir a reunião de ontem em Genebra, Amorim falou com Lula por telefone.

Agência Estado |

"O presidente Lula me disse: Celso, valeu a pena", disse o chanceler.

Amorim, que dedicou grande parte de sua gestão em obter um acordo e deixar a Rodada como um de seus legados, sabe que ele mesmo não deverá ser o ministro quando o processo for concluído, se é que haverá um acordo. "Uma retomada, agora, ficará para a próxima geração", disse.

"Eu disse que a Rodada estava por um fio. O fio não segurou. É lamentável. Ouvimos apelos de países para que tentássemos ainda continuar. Mas acho que sou o mais velho e inocente. Eu seria o que mais apostaria num acordo. Fracassamos, mas, se eu fosse o técnico, substituiria os jogadores para ver se conseguiríamos um acordo. É inacreditável que fracassamos em apenas um ponto. Mude o time e tente de novo", afirmou Amorim.

O apelo por um novo time ainda foi interpretado como um alerta de que os sete países e ministros escolhidos não seriam suficientes para solucionar a crise. Um deles, o indiano Kamal Nath, teria até mesmo pretensões de se candidatar a presidente na Índia e adotou uma agenda política em Genebra. A OMC convocou para mais de cem horas de negociação nos últimos dias o Brasil, Estados Unidos, Europa, China, Índia, Japão e Austrália.

Outros interpretaram como um alerta de que o atual governo americano não estaria disposto nem sequer a negociar. Nesse sentido, a nova administração poderia ser uma solução.

Questionado se haveria tempo de fechar um entendimento ainda durante o governo Lula, Amorim não deu esperanças. "É só fazer os cálculos", disse.

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