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Plano B para fugir da mecanização

O índice de mecanização na colheita de cana-de-açúcar já chega a 50% nos canaviais da Nardini Agroindustrial. Para garantir o selo ambiental, que contribuirá para facilitar a comercialização do etanol, a empresa se comprometeu com o governo de São Paulo a eliminar as queimadas nas áreas mecanizáveis até 2014.

Agência Estado |

O fim da queima da palha da cana-de-açúcar torna inviável a colheita feita com facão pelo trabalhador rural.

"A mecanização é fato consumado e já há muito tempo nós estamos requalificando nossos trabalhadores", diz Antonio Destri, assessor de diretoria da Nardini. A empresa firmou convênio com o Centro Paula Souza para oferecer cursos técnicos para funcionários registrados em regime de contrato por tempo indeterminado. Hoje, a Nardini emprega cerca de 5,2 mil pessoas, dentre as quais mais da metade são contratadas para trabalhar apenas no período de safra (de abril a novembro).

A troca do cortador pela máquina gera polêmicas. Durante a colheita, as máquinas trabalham 24 horas, parando apenas para serem reabastecidas. Dependendo do tipo de cana e da topografia, uma máquina substitui até 80 homens. A mecanização, contudo, contribui para a redução dos danos ambientais causados pelas queimadas, como o empobrecimento do solo, a morte de animais silvestres e o aumento do efeito estufa.

A Nardini tem 13 colhedoras mecânicas. Cada uma custa cerca de R$ 900 mil. No entanto, a colheita mecanizada precisa ser feita com auxílio de dois tratores e um equipamento de transbordo para os treminhões. O custo desse conjunto de máquinas soma R$ 1,5 milhão. No próximo ano, a empresa receberá mais quatro colhedoras e, em 2010, outras oito.

Diante do avanço da mecanização, alguns trabalhadores rurais já pensam num "plano B". A baiana Kátia Oliveira dos Santos, de 26 anos, por exemplo, quer fazer curso de esteticista. Ela era manicure e cabeleireira na cidade de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, onde morava até três anos atrás. Até conseguir realizar seu projeto profissional, Kátia pretende trabalhar no corte de cana. "O trabalho é duro, mas eu não me mato", diz. "Vou no meu ritmo."

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