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Nunca fui foragido, saí livre do Brasil

Errei, disse o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, após chegar ontem de madrugada, sem algemas, à Polícia Federal (PF) no Rio. Sorridente, em rápida coletiva de imprensa ele afirmou que nunca foi foragido.

Agência Estado |

A entrevista foi interrompida pelo superintendente da PF, Valdinho Jacinto Caetano, após a segunda pergunta. Ao ser retirado, Cacciola ainda respondeu, na correria, a duas perguntas, antes de ser levado para o presídio Ary Franco. "Foi uma falha ir para Mônaco?, indagou um repórter. "Errei." Você teria ido hoje? "Não".

Cacciola desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, por volta das 4h30, mas deixou o local sem falar com a imprensa. Seu advogado, Carlos Ely Eluf, caminhando apressado, declarou que a prisão teve "conotação política". "Estamos em ano de eleição e a prisão teve como objetivo fazer campanha contra o ex-presidente Fernando Henrique."

Mais tarde, na PF, Cacciola preferiu baixar o tom. "Eu não sei se tem conotação política. Não dou opinião em relação a isso, estou à disposição da Justiçam que vai decidir o que achar que deve decidir. A única coisa que posso lembrar é que na sentença das dez pessoas, todos podem fazer apelação em liberdade, menos o Cacciola, porque era um foragido", reclamou.

Lembrando a forma como deixou o Brasil, em 2000, ele bateu na tecla de que não pode ser considerado foragido da Justiça, um dos argumentos de seus advogados para um pedido de habeas corpus. "Nunca fui um foragido; fui para a Itália com o o passaporte carimbado, entrei na Itália e saí do Brasil oficialmente, e saí livre, com a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello. Só depois que cheguei à Itália, dia 17 de julho, e por sinal hoje é dia 17 de julho, no dia 19, o ministro (Carlos) Veloso anulou a decisão do ministro Marco Aurélio e eu aí resolvi não voltar mais, entende, ficar lá."

Depois da curta entrevista, Cacciola, que em Mônaco ficou numa prisão que se assemelhava a um castelo, foi levado para o Presídio Ary Franco, subúrbio do Rio, o mesmo que abrigou o cantor Belo. Os advogados tentaram a transferência para outra unidade, mas até o início da noite a Administração Penitenciária não havia autorizado a transferência, à espera de um pedido formal.

Antes, o ex-banqueiro se mostrou solícito e simpático, alegando confiar na Justiça. E aproveitou para lembrar que outros réus no processo do caso do Banco Marka, entre eles ex-diretores do Banco Central (BC). "Estou voltando preso, mas é bom lembrar que as pessoas que foram condenadas comigo nesse processo estão trabalhando, livres, ganham o seu dinheiro. Eu não estava fazendo nada diferente do que eles estão fazendo aqui. Só que eu estava fazendo na Itália e respondendo a todos os processos por rogatória, com os meus advogados, seja italianos como brasileiros, atuando em todos os processos. Então estava sempre à disposição da Justiça; a diferença é que eu estava na Itália, mais nada.

A pressão arterial de Cacciola estava alta (17/11) quando chegou à PF. Ele foi examinado por dois médicos da PF, que contaram ao Estado que o ex-banqueiro medicou-se com um anti-hipertensivo que levava no bolso, e a pressão baixou. "Ele (Cacciola) disse que foi muito bem tratado", disseram. "Já está liberado para ir para o presídio." As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Adriana Chiarini e Alberto Komatsu

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