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Não podia abrir mão, diz paciente

Bordar e dar algumas voltas pela cidade são as poucas atividades que a artesã Dayse da Silva mantém hoje, depois de perder o emprego, em que ocupava uma vaga para pessoas portadoras de deficiência, e enquanto ainda dribla a doença que ela tem desde os 5 anos de idade. Ex-dirigente do Grupo de Pacientes Artríticos de Jundiaí (a 60 km de São Paulo), Dayse, de 39 anos, foi uma das primeiras a receber, há três anos, uma droga de nova geração que promete melhorar a vida de portadores de artrite reumatóide juvenil, diminuindo os ataques do sistema imunológico sobre as articulações.

Agência Estado |

"Fui uma das primeiras que deu entrada na Justiça para conseguir o remédio", diz ela, lembrando que o medicamento não estava disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por trás da vitória, no entanto, estaria um suposto esquema de laboratórios farmacêuticos que levou Dayse a ter sua casa vasculhada pela polícia em dezembro do ano passado e em seguida a confirmar, em depoimento, as informações.

Segundo a artesã disse à polícia, seu médico em São Paulo, em quem confia, disse naquela época que a Abbott daria uma ajuda e se encarregaria de ação na Justiça para que ela obtivesse a droga Humira. O custo do medicamento era avaliado em R$ 7 mil mensais. Assim, a paciente recebeu os documentos para dar entrada em um programa de acesso especial ao Humira. Em outubro de 2005, passou a receber o remédio da Secretaria de Estado da Saúde.

"Alguém do departamento jurídico me ligava pedindo exames e uma série de relatórios. O laboratório me ofereceu ajuda e não me cobrou nada por isso", disse Dayse em entrevista ao Estado. "Se alguém ganhou, é entre esta pessoa e o laboratório. Eles são peixe grande, eu sou peixe pequeno. Eles que se entendam. Eu não podia abrir mão (do medicamento)", diz Dayse, que afirma ter melhorado após passar a utilizar o remédio. Ela nega ter permitido que a empresa influenciasse os trabalhos do grupo de pacientes.

Dayse citou seu médico no depoimento, mas ele não foi ouvido pela polícia. Procurado pelo Estado, o médico disse estar surpreso, pediu para não ter o nome divulgado e destacou que a prescrição foi técnica. "Apenas prescrevi o que era mais adequado para a paciente."

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