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Não há decisão sobre capital da Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que, no seu entendimento, a hipótese de o governo fazer um aumento de capital na Petrobras não serviria para aumentar a participação da União na empresa. Isso não dá em nada, comentou Lobão.

Agência Estado |

Ele destacou que, se for promovido, de fato, um aumento de capital de até US$ 100 bilhões, como teria sido solicitado pela estatal, o governo desembolsaria, provavelmente, cerca de 40% do valor e os acionistas privados da empresa, chamados a subscrever o aumento de capital, não deixariam de participar. O resultado prático, segundo o ministro, seria o governo continuar com a mesma participação que tem hoje, de cerca de 40%.

"Se você aumenta o capital em US$ 100 bilhões e a União Federal, chamada a se manifestar, comparece com 40%, os outros também vão subscrever. Com isso, na prática, a União continuaria com os mesmos 40%, tendo de desembolsar dinheiro para isso. Grande negócio...", ironizou o ministro. Ele,entretanto, ponderou que nenhuma hipótese está fora de questão. "Não se decidiu nada até hoje, não abandonamos nenhuma hipótese."

A Petrobras encaminhou ao governo proposta de aumento de capital para bancar investimentos nos novos campos da área das descobertas do pré-sal que já foram ganhas nas licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em setores do governo, a proposta acabou servindo também para alimentar uma discussão sobre a possibilidade de aumentar a participação e o poder do governo dentro da empresa.

Na avaliação de Lobão, os investidores privados da Petrobras não deixariam de participar do aumento de capital. A hipótese de o governo fazer um aumento de capital só provocaria um aumento da participação da União na estatal se parte dos acionistas privados deixassem de participar da operação, o que Lobão considera improvável.

"Os acionistas privados não deixariam de aportar. Quem tem ação não vai deixar de comprar mais ações pelo preço nominal." Questionado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria a mesma opinião, Lobão disse que não conversou sobre o assunto com o presidente.

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