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Estudos de tráfego viabilizam deságio de 21% em leilão de rodovias

SÃO PAULO - Após levar a concessão de 680,6 quilômetros de rodovias federais e estaduais que passam pela Bahia, o consórcio Rodobahia atribuiu a estudos de tráfego o deságio de 21% que surpreendeu o governo e garantiu a vitória na licitação do trecho, considerado de grande potencial econômico. Da divisa entre Minas Gerais e Bahia, o trecho licitado segue por 554,1 quilômetros pela BR-116 até o município de Feira de Santana. De lá, são mais 113,2 quilômetros até Salvador via BR-324, onde se pega o entroncamento com a BA-526 em um pequeno trecho de 9,3 quilômetros.

Valor Online |

Dali são apenas mais 4 quilômetros até a Base Naval de Aratu.

Segundo Francisco Corrales, diretor da espanhola Isolux-Corsan, empresa líder do consórcio vencedor, os estudos viabilizaram a redução da tarifa de pedágio para R$ 2,212 sem alterar a taxa de retorno do empreendimento, calculada pelo governo em 8% quando da definição do preço teto de R$ 2,80 para o pedágio.

"Os estudos mostraram as grandes oportunidades que teremos, com um retorno de investimento razoável. Pensamos que esse deságio era suportável para nós. Será uma das vias principais de transporte do país", explicou o executivo.

Apesar da importância dada ao trecho, apenas mais um consórcio, além do Rodobahia, entrou na disputa. Formado pelas empresas Heleno e Fonseca Engenharia, LBR e CRA, o consórcio Companhia Brasileira de Rodovias se dispôs a cobrar R$ 2,517 de pedágio, preço 10,11% inferior ao teto estipulado.

Representantes do grupo derrotado afirmaram que o lance oferecido estava no "limite" financeiro e que a crise internacional afetou o processo de captação dos recursos necessários ao empreendimento.

Já Corrales disse que a turbulência global não teve grande impacto sobre as negociações entre seu consórcio e os bancos que financiarão parte das obras nas rodovias. Ele admitiu, no entanto, que conta com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no processo, cujos investimentos totais devem montar a R$ 2 bilhões.

Independente de financiamento, o grupo vencedor terá que tirar do próprio bolso ao menos R$ 100 milhões durante o primeiro ano das obras, que devem começar em até 90 dias, prazo estipulado para assinatura do contrato de concessão. Seja qual for o aporte do BNDES, o consórcio deverá participar com pelos menos 20% do total a ser investido, de acordo com Corrales.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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