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Este é o melhor ano da história da Vale, diz Roger Agnelli

Sem descartar aquisições, o presidente da Vale, Roger Agnelli, revelou ontem que a mineradora deve elevar seu plano de investimentos, hoje orçado em US$ 59 bilhões até 2012. O executivo não fala em números, mas, adianta que os segmentos de carvão e níquel receberão atenção especial.

Agência Estado |

"Queremos ser grandes, com excelência de ativos", disse Agnelli, ao prever que 2008 será "o melhor ano da história da Vale".

Mas, admite que a atual pressão de custos tende a encarecer os projetos futuros, o que vai se refletir no novo plano de investimentos.

Com os projetos de crescimento já anunciados, a Vale irá adicionar "uma Rio Tinto" em minério de ferro aos seus ativos nos próximos anos, destacou Agnelli. O executivo se ampara na carteira recheada de projetos de expansão para lembrar que a companhia não tem urgência em buscar uma aquisição de grande porte no curto prazo. "A base de reservas que temos é extraordinariamente boa, de ótima qualidade, e comparável com as melhores minas do mundo inteiro. Não tem porque desviar a atenção dos nossos projetos", disse.

Nos últimos meses, as ações da companhia foram alvo de muita especulação, com o mercado financeiro na expectativa da Vale fazer uma oferta de compra por uma grande mineradora, como a Anglo American, Alcoa e Falconbride. Os rumores de que a empresa estaria de olho em ativo de porte ganharam fôlego, principalmente, após o anúncio da oferta de ações, a maior já realizada por uma companhia brasileira. Com a operação, a Vale captou quase R$ 20 bilhões.

"Não há prioridade em fazer grandes aquisições. Não é provável. Pequenas aquisições, sim", disse. E completou: "Se aparecer alguma oportunidade de acelerar o crescimento orgânico ou de comprar um ativo de pequeno ou médio porte, poderemos agarrar a oportunidade imediatamente." Ele descartou qualquer correlação entre a oferta e uma possível compra de ativos. "Não fizemos essa captação para sair comprando no mercado. Com mais dinheiro, podemos acelerar os investimentos", disse.

Em entrevista coletiva ontem, para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre, Agnelli foi enfático ao descartar uma correlação entre a recente oferta de ações e uma eventual compra.

A intenção de ampliar os investimentos veio à tona um dia depois de a companhia divulgar um lucro castigado no segundo trimestre pela variação cambial. Mas a receita bateu recorde. Os números foram bem recebidos pelos investidores e fizeram as ações da mineradora fecharem próximo à estabilidade na Bolsa de São Paulo.

Cenário

Agnelli afirmou que a demanda por minério de ferro e metais continua "forte" e que os fundamentos da indústria não mudaram. "Vemos de forma clara que a tendência ainda é positiva", afirmou.

Segundo ele, as recentes quedas nos preços se devem a especulações do mercado financeiro. Entretanto, Agnelli fez questão de ressaltar que existem no horizonte de curtíssimo prazo alguns pontos de interrogação, como, por exemplo, a crise nos EUA e os rumos da economia na China. A expectativa de Agnelli é de que nas próximas semanas se tenha um quadro mais claro dos problemas gerados pela crise americana.

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