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Escutar o carro pode evitar problemas

Os recentes relatos sobre o desprendimento da roda traseira do Fiat Stilo, divulgados pelo Jornal da Tarde na semana passada, levantam a questão da manutenção preventiva das peças que compõem o eixo traseiro do veículo. O jornal relatou que a soltura de uma das rodas do Stilo causou pelo menos 13 acidentes.

Agência Estado |

Independentemente de os fatos terem sido provocados por erro de projeto, desgaste prematuro de peças ou impacto, a inspeção poderia ter mostrado que algo não ia bem.

"O motorista às vezes tem dificuldade de perceber alguma anomalia no seu carro", diz Leandro Matheus Vani, analista-técnico do centro automotivo DPaschoal. No entanto, vários componentes costumam apresentar sinais de falha. "Qualquer ruído diferente deve ser inspecionado", explica Álvaro Pinheiro, supervisor-técnico da rede Oficina Brasil.

A vibração da direção pode indicar falta de balanceamento dos pneus e o volante "puxando" para um dos lados, necessidade de alinhamento. "Balanceamento e alinhamento devem ser feitos a cada 10 mil km", afirma Vani.

O analista diz que, durante a realização desses procedimentos, é feita uma inspeção geral do sistema, quando podem ser diagnosticadas prováveis falhas, como o rompimento de amortecedores e folga dos rolamentos.

Tipos de quebra

"Grosso modo, há duas causas básicas para uma peça do eixo traseiro quebrar: a fadiga do material ou algum impacto", diz o engenheiro Heymann Leite.

"A partir daí, há diversas variáveis a ser consideradas, como falha no projeto do sistema, erro na composição do material ou ainda mau uso das peças", comenta o especialista.

Para o assessor-técnico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira, só uma análise detalhada pode definir o motivo da quebra. "Segundo a perícia, a trinca em um componente "fala" como ocorreu a ruptura."

Perícia

Quem sofreu um acidente e quer um laudo técnico (caso de alguns proprietários dos Stilo acidentados) deve contratar um engenheiro mecânico habilitado pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícia de Engenharia (Ibape). Segundo Jean Frederic, engenheiro mecânico do Grupo de Avaliação e Perícia em Engenharia (Gape), o custo estimado parte de R$ 1.500, segundo Frederic.

A Fiat ainda não adotou operação especial para tirar dúvidas dos proprietários do Stilo.

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