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É cedo para comemorar a queda do IPCA

Ainda é cedo para comemorar a queda das projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa é a avaliação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, feita ontem durante seminário sobre metas de inflação promovido pela instituição.

Agência Estado |

Ele diz ser preciso esperar alguns meses para averiguar o efeito do aumento da taxa básica de juros (Selic) e verificar se será mantida a atual queda de preços das commodities.

"É um pouco prematuro dizer até que ponto já existe reflexo da política monetária", disse, ao comentar a primeira queda das estimativas para o IPCA, após 18 altas seguidas. Ele reforçou o tom cauteloso com a declaração de que também é cedo para levar em conta a recente queda das commodities, como o petróleo, nas decisões sobre os juros. "É preciso esperar os próximos meses, o próximo ano", disse, repetindo que o BC trabalha para levar a inflação de volta ao centro da meta (4,5%) em 2009.

Já o diretor de Política Econômica, Mário Mesquita, afirmou que o BC "está integral e inequivocamente comprometido com as metas". Para manter o IPCA em um nível aceitável, o diretor disse que a "política monetária deve atuar vigorosamente por meio do ajuste da taxa básica de juros". Para ele, essa ação é necessária porque a economia apresenta ritmo de expansão "bastante robusto", sustentado pelo aquecimento do mercado de trabalho e aumento do crédito.

Cuidadoso ao tratar da inflação brasileira, Meirelles se mostrou mais à vontade para sugerir que o sistema de metas - como o do Brasil - deveria ser adotado por outros países como forma de conter a alta da inflação internacional. "No atual contexto global, creio que o regime poderá contribuir efetivamente para restabelecer níveis de inflação baixa e estável."

Mesquita frisou que a situação da economia global está longe de ser tranqüila. Para o diretor, a tendência de desaceleração da atividade global deve se aprofundar. Também comentou que os reflexos da crise financeira não estão restritos apenas aos Estados Unidos, e a recuperação da maior economia do mundo não deve ocorrer antes de meados de 2009.

Apesar da chance de o Brasil não cumprir a meta no ano em que é comemorada a primeira década do sistema, o presidente do BC fez defesa veemente da opção e disse que o regime permitiu a estabilização da economia e o planejamento de longo prazo para empresas e famílias.

Admitiu, porém, que existem limites na atuação da política monetária. Ele deu como exemplo a pouca influência sobre a microeconomia, como a produtividade das empresas.

Meirelles também comentou que é possível ver uma mudança na percepção econômica da sociedade nos últimos anos. "Felizmente, a sociedade amadureceu e se foram as crenças de que qualquer aceleração da atividade é positiva. Bem como de que qualquer desaceleração é negativa." Para ele, a população entendeu que a inflação alta pode ser pior que um eventual esfriamento da economia. As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Jacqueline Farid

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