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Desaceleração ainda não é clara

Os números do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) de julho mostram uma desaceleração clara da inflação no curto prazo, mas ainda é muito cedo para dizer que se trata de uma tendência permanente. A opinião é do estrategista do Barclays Capital para Brasil, Paulo Mateus, que falou ao AE Broadcast Ao Vivo, serviço da Agência Estado.

Agência Estado |

O IGP-DI subiu 1,12% em julho ante 1,89% em junho, enquanto o IPC-Fipe, divulgado ontem, subiu 0,45%, ante 0,96% em junho.

Segundo Mateus, pode-se esperar uma forte queda no atacado daqui para frente e mesmo deflação do Índice de Preços no Atacado (IPA) agrícola em agosto. "Mas, olhando no médio prazo os dados de atividade, não há sinal claro de desaceleração da economia. A atividade continua forte e o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) continua muito elevado", argumentou.

Na opinião do analista, apesar dessa desaceleração nos índices de inflação, a variável-chave para as próximas decisões do Banco Central deve ser o ritmo da atividade. Por isso, ainda que se espere números ainda menores em agosto, o BC deve manter pelo menos mais uma alta de 0,75 ponto porcentual da Selic em setembro e duas de 0,5 ponto nas reuniões seguintes, encerrando o ciclo de aperto este ano. "Ficou claro que o BC está muito preocupado com o desequilíbrio entre oferta e demanda. Não há sinal de arrefecimento (da demanda doméstica)", disse Mateus. Ele acredita que as commodities devem se manter com preços próximos aos níveis atuais, com alguns repiques para cima.

Segundo ele, após um período de manutenção da Selic em 14,75%, será possível o BC retomar os cortes de juros para reanimar a economia, que estará mais fraca no ano que vem. O PIB, de acordo com Mateus, deve desacelerar de 4,8% este ano para 3,5% em 2009.

De acordo com Mateus, os dissídios de importantes categorias devem resultar em reajustes salariais de 6% a 7%, o que contribuirá para estimular a demanda neste semestre. Além disso, com IPCA e IGP-M fechando em níveis altos em 2008, os preços administrados vão deixar de ajudar a inflação e podem ser um fator importante de pressão nos preços em 2009.

O estrategista acredita, porém, que os resultados aumentam a possibilidade de o IPCA não superar o teto de 6,5% da meta de 2008. "Mas ainda não há informações suficientes para falar que a inflação continua a desacelerar até o fim do ano."

Por causa disso, Mateus mantém sua projeção de IPCA em 7%. Para 2009, a previsão é de IPCA de 5% e Selic de 13,5%. Para o IPCA de julho, que sai na sexta-feira, sua estimativa é de alta de 0,56%, com expectativa de um índice ainda menor em agosto.

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