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Criação de nova estatal para explorar o pré-sal não é idéia fixa

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, tentou ontem baixar a temperatura do debate em torno da criação de uma nova empresa estatal, paralela à Petrobras, para contratar serviços de outras petroleiras na exploração das reservas de petróleo da camada pré-sal. Não há nenhuma idéia fixa quanto a isso, disse Lobão.

Agência Estado |

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez críticas à idéia de Lobão de se criar a nova estatal. Conciliador, Lobão elogiou até a atitude de Gabrielli. "O Gabrielli tem até o dever de defender os interesses da empresa que preside, e preside bem. É uma voz que tem que ser considerada", disse. "Essa foi uma idéia que lancei para debate, não é uma decisão. Pode até haver solução melhor que essa."

Ele contou que nem sequer levou a idéia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse que, quando for conversar com o presidente sobre propostas para exploração do pré-Sal, levará um elenco de sugestões.

O ministro informou que está em discussão no governo uma nova política para a distribuição dos royalties do petróleo. Fontes do governo disseram ao Estado que as declarações de Lobão sobre a criação de uma nova estatal desagradaram à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo as fontes, a ministra avaliou a declaração de Lobão como precipitada.

Lobão esteve ontem no gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), com quem conversou sobre propostas para a exploração da camada de pré-sal. O senador defendeu a destinação da receita do pré-sal a um fundo soberano. Ele explicou que tal medida evitará que o grande volume de recursos da exploração desequilibre o balanço de pagamentos do País.

"Caso contrário, o real será muito apreciado e as exportações de petróleo podem gerar mais importações e desperdícios", explicou. Segundo ele, o Brasil tem de evitar a chamada doença holandesa, a dependência do País de uma única atividade econômica, no caso o petróleo. "Não podemos virar uma Arábia Saudita tupiniquim."

Relatório

O banco JP Morgan avaliou que uma mudança no modelo de concessões de áreas de petróleo será difícil, pois precisa de aprovação do Congresso. Algumas propostas estão sendo analisadas pelo governo brasileiro.

O JP Morgan observa que o governo defende a mudança do modelo por ser de interesse nacional. "Mas nós acreditamos que, no limite, o objetivo final é levantar mais recursos", diz o relatório.

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