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Químicos ameaçam parar produção em fábricas do ABC

O Sindicato dos Químicos do ABC paulista estuda a possibilidade de interromper parte da produção de unidades da empresa petroquímica Quattor, caso a companhia não inicie negociações com os trabalhadores a respeito das demissões anunciadas na semana passada. Segundo o sindicato, a empresa teria comunicado na última segunda-feira (dia 2) a demissão de 63 trabalhadores, sendo 45 das unidades da empresa localizadas no polo petroquímico de Capuava, no ABC paulista.

Agência Estado |

A intenção do sindicato é fazer a chamada "interrupção da rendição dos turnos", operação na qual os funcionários deixam de produzir em um de cada dois turnos, de forma intercalada. Na última sexta-feira (dia 6), o sindicato organizou duas assembleias, nas quais os funcionários decidiram realizar protestos com atrasos na entrada dos turnos das unidades da empresa.

A Quattor foi formada no ano passado, a partir de um acordo entre Unipar e Petrobras, que optaram por unir parte de suas operações. Além das antigas unidades controladas pela Unipar, como a Petroquímica União (PQU) e a Polietilenos União, a Quattor também controla as fábricas da antiga Suzano Petroquímica, comprada pela Petrobras em 2007.

Na semana passada, a Quattor disse que o corte de funcionários, que, segundo a empresa, deve atingir um total de 80 pessoas em todo o País, é reflexo da gravidade da situação econômica mundial. Em nota, a companhia informou que "o momento é grave e exige a adoção de medidas voltadas à redução de custos".

O Sindicato dos Químicos do ABC afirmou, em nota publicada na última sexta-feira (dia 6) em seu site, que comunicará a decisão tomada nas assembleias à Quattor, mas não informou quando as paradas de produção podem ocorrer. "A Quattor será comunicada da decisão das assembleias, mas o início dos protestos será decidido pela diretoria do sindicato, que pretende trabalhar com o fator surpresa."

Além da Quattor, outras empresas instaladas no polo petroquímico do ABC também já comunicaram aos funcionários sobre redução de postos de trabalho. É o caso da Solvay Indupa, que, segundo o sindicato, demitirá 30 pessoas. Em resposta, a entidade convocou assembleias e promoveu protestos contra a empresa.

Manifestação

Para protestar contra a onda de demissões em indústrias brasileiras, a CUT promete promover na próxima quarta-feira (dia 11) o Dia Nacional de Luta pelo Emprego e pelo Salário, em diversas capitais do País. Estão previstas manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Alagoas.

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