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Quem não pesquisa se dá mal, diz microempresária

A microempresária Marisa Fonseca está há três anos fazendo pesquisa de preços de material de construção. É o tempo que a casa está em reforma.

Agência Estado |

", diz. "E, se não pesquisar, você se dá mal." Marisa conta que, no início do ano, comprava sacos de cimento a R$ 12 e agora o preço médio do produto nas lojas é R$ 14. "Em alguns lugares, já passou de R$ 16."

Segundo ela, outro problema era que o produto mal chegava nas lojas e já acabava. "Algumas vezes, comprávamos dez sacos e, quando íamos retirar, a loja só tinha cinco. Aí, tínhamos de voltar no dia seguinte para pegar o resto. Não chegou a faltar nem a parar a obra, mas exigia que fizéssemos mais voltas."

O aumento na demanda fez com que o produto sumisse de algumas lojas. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, São Paulo concentra 29% de todas as lojas de material de construção do Brasil - a região Sudeste compreende 52% - e também o maior consumo de cimento.

Como a reforma na casa foi grande, Marcia se tornou especialista em caçar promoções. "O preço dos produtos subiu muito nos últimos meses. Cimento, areia, pisos, material para acabamento. Ir a várias lojas para comprar onde fosse mais barato foi a solução para driblar os aumentos."

O analista de sistemas Fábio Nishikiori defende a mesma prática. "É uma via-crúcis necessária", afirma, sobre a visita a várias lojas antes de fechar uma compra. Ele se diz sortudo, porque fez o maior gasto com cimento há alguns meses, antes do aumento. "Agora compro pouco, apenas se necessário." Porém, dos aumentos de areia (24% nos últimos 12 meses) e argamassa ele não conseguiu escapar. Organizado, anotou em planilhas todos os preços pesquisados. "Aconselho a qualquer um que for fazer reforma a anotar tudo, pesquisar muito e se preparar com um dinheirinho extra, porque sempre aparecem mais coisas a fazer do que você planejou no início."

Os prazos, segundo Nishikiori, também estão mais apertados. "Não sei se já é um efeito da crise, que disseram que afetaria o crédito, mas as lojas reduziram em alguns meses os prazos para parcelamento de materiais."
Procuradas, as redes de varejo de materiais de construção não comentaram o assunto. A rede Dicico tem um contrato com a Camargo Corrêa (fabricante do cimento Cauê) para fornecimento e distribuição.

"Como não está sentindo a interferência em seu negócio, a Dicico prefere não se posicionar sobre o assunto", disse a assessoria de imprensa da empresa, sem detalhar se houve variação nos preços. Telhanorte e Center Castilho não responderam aos pedidos de entrevista. A Leroy Merlin e a C&C informaram que seus porta-vozes estavam em reunião ou viajando.

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