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Queda recorde no varejo derrubou mercado de ações na sexta-feira

SÃO PAULO - A forte retração das vendas no varejo dos Estados Unidos justificou a retomada da trajetória de baixa nas bolsas de Nova York na sexta-feira, após alta de mais de 6% na quinta. De setembro para outubro houve recuo de 2,8% nas vendas, configurando o quarto mês seguido de baixa na atividade do comércio norte-americano.

Valor Online |

A sinalização foi reforçada pela queda do lucro da J.C. Penney e pelas previsões mais baixas da rede varejista.

O Dow Jones caiu 3,82%, para 8.497 pontos. O Standard & Poor´s 500 declinou 4,17%, para 873 pontos. O Nasdaq fechou com 1.516 pontos, com desvalorização de 5% em relação ao pregão anterior.

Números ruins e previsões desanimadoras continuaram orientando as perdas em Wall Street. A cautela predominou na véspera das discussões do Grupo dos 20, em busca de soluções para reduzir as incertezas e evitar uma profunda retração da economia global.

Agentes ponderam que, após a valorização de quinta, uma retração já era esperada. Também houve consenso entre analistas de que os comentários pessimistas de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed), não ajudaram a melhorar o rumo em Nova York.

Mesmo com a recessão detectada na zona do euro no último trimestre, as bolsas européias resistiram e conseguiram fechar em recuperação. A valorização de ações do setor de petróleo, que estavam muito baratas, evitaram novas perdas no pregão final da semana.

O FTSE-100, de Londres, fechou com alta de 1,53%, para 4.232 pontos. Em Frankfurt, o DAX aumentou 1,31%, para 4.710 pontos. O CAC-40, de Paris, avançou 0,67%, para 3.291 pontos. O índice de blue chips Eurofirst 300 subiu 0,82%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro caiu 0,2% no terceiro trimestre em confronto com os três meses antecedentes, quando também houve contração de 0,2%. Na União Européia como um todo, as economias da região declinaram 0,2% entre julho e setembro, seguindo estagnação no segundo trimestre. Vale recordar que uma recessão é comumente definida como dois trimestres consecutivos de retração no PIB. O mercado já esperava por esse resultado.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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