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Queda no consumo provoca maior contração da economia dos EUA desde 2001

Washington, 30 out (EFE).- A economia americana sofreu no terceiro trimestre do ano uma contração de 0,3%, a maior desde 2001, quando os Estados Unidos viveram sua última recessão, devido à forte queda na renda e no consumo.

EFE |

Estes dados desenham um panorama totalmente recessivo na maior economia do mundo, embora segundo a visão clássica dos analistas, são necessários dois trimestres consecutivos de contração para considerar que existe recessão.

A maioria dos analistas tinha calculado que a contração marcaria um ritmo de crescimento negativo de 0,5%, e o fato de a queda ter sido menor que a esperada alegrou os mercados, que imediatamente reagiram com altas e compras.

No segundo trimestre, a atividade econômica dos EUA atingiu um ritmo de crescimento de 2,8%.

O cálculo de hoje é preliminar e será revisado em novembro e em dezembro, no entanto, os indicadores revelam que no terceiro trimestre os EUA entraram no que poderia ser a pior recessão dos últimos 25 anos.

A cinco dias da eleição presidencial, os dados se transformaram em munição política.

"O anúncio da diminuição do PIB no terceiro trimestre confirma o que os americanos já sabem: a economia está em contração", disse Doug Holtz-Eakin, porta-voz da campanha do candidato republicano John McCain.

Imediatamente, Holtz-Eakin passou ao ataque e disse que as propostas do candidato democrata Barack Obama "acelerarão este curso perigoso".

Obama, por sua vez, disse que "os consumidores são os que mais sofrem com a queda de remunerações" e também optou por atacar seu adversário.

"A queda do PIB não ocorreu por acidente, é resultado direto das políticas da Administração Bush que McCain apoiou por oito anos e propõe que sigamos nos próximos quatro", disse Obama.

Os dados mostram uma série de recordes: a contração do PIB foi a primeira desde 2001, e a despesa dos consumidores, que nos EUA representa mais de dois terços do PIB, caiu nesse período 3,1%, a primeira diminuição em 17 anos e a maior ocorrida em 28 anos.

Além disso, a renda ajustada pela inflação, e depois do pagamento de impostos, caiu nesse trimestre 8,7%, a maior diminuição trimestral desde 1947.

O relatório do Governo mostrou que as vendas finais domésticas tiveram queda de 1,8%, a maior em 17 anos, e os investimentos das empresas caíram 1%.

A queda de 6,4 % na despesa dos consumidores em bens não duráveis foi a maior desde 1950.

O único fator que impediu que a contração fosse ainda maior no terceiro trimestre foi a redução do déficit comercial, devido à queda na compra de bens importados e à diminuição nos estoques.

Pelo 11º mês consecutivo, os investimentos em casas registraram queda.

Alguns analistas calculam que a contração se acentuou em setembro e continuará no quarto trimestre, e que ao término do ano o PIB terá uma queda de mais de 2%.

Ontem o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que abaixou as taxas de juros pela segunda vez no mesmo mês, afirmou que ainda há riscos de uma contração econômica.

Em 13 meses, o Fed injetou mais de US$ 700 bilhões nos mercados no que até agora parece mais um tratamento de sobrevivência do que uma cura. EFE jab/ab/plc

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