Washington, 29 out (EFE).- A forte queda das vendas mundiais da General Motors (GM) no terceiro trimestre deste ano, anunciada hoje, confirma a grave situação da empresa, que em 2009 enfrentaria um ano ainda pior que 2008.

Na América do Norte, onde os Estados Unidos estão sofrendo uma grave crise econômica e financeira, as vendas caíram 18,9% na comparação do terceiro trimestre de 2008 com o mesmo período de 2007. Já na Europa, também afetada pela crise e o esfriamento econômico mundial, a demanda se retraiu 12,3%.

No total, durante o terceiro trimestre do ano, a GM vendeu pouco mais de 2,114 milhões de veículos, 11,4% a menos que em 2007.

Além disso, nos nove primeiros meses de 2008, as vendas da companhia superam os 6,655 milhões, 5,8% a menos que no mesmo período do ano passado.

A GM afirmou que a queda das vendas "reflete as contínuas pressões econômicas no mercado americano, assim como as crescentes pressões na Europa".

Jonathan Browning, vice-presidente de Vendas Globais da GM, explicou que "as recentes dificuldades nos mercados financeiros globais, incluindo a redução de crédito e a queda nos preços das matérias-primas, impactaram de forma negativa na demanda".

"A empresa continua aproveitando as oportunidades nos novos mercados emergentes e está respondendo às necessidades dos consumidores com produtos de baixo consumo", disse Browning.

No início de outubro, a empresa de estudos de mercado JDPower advertiu que as vendas globais de automóveis em 2009 poderiam sofrer um colapso.

Além disso, a JDPower alertou que, na China, a queda da demanda será maior no último trimestre de 2008. Segundo ela, este ano serão vendidos 8,9 milhões de veículos, 9,7% a mais que em 2007, mas longe do aumento de 24,1% conseguido nesse ano.

Na Índia, as vendas serão de 1,8 milhão de automóveis, 6% menor que o calculado.

A diminuição do crescimento destes países é um problema para GM, que depende mais do que nunca da Ásia e do Brasil para compensar as perdas nos EUA e Europa.

Atualmente, 61% das vendas mundiais da GM ocorrem em mercados fora dos EUA, 5% a mais que em 2007. EFE crd/rb/plc

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