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Queda na produção industrial reforça aposta de juros menores

SÃO PAULO - A expectativa de abrupta desaceleração da atividade econômica começa a ser confirmada com dados oficiais e o mercado de juros futuros reage, acentuando as apostas de redução na Selic. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,02 ponto percentual, para 11,96%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,04 ponto, a 11,90%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 11,93%, redução de 0,09 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,04 ponto, para 12,58% ao ano. E o vencimento para março de 2009 tinha baixa de 0,03 ponto, a 13,22%.

Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou uma queda de 5,2% na produção industrial de novembro sobre outubro, pior resultado desde 1995. Contra igual mês do ano passado, a baixa foi de 6,2%, interrompendo, assim, uma seqüência de 28 meses seguidos de expansão.

Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, o resultado veio exatamente em linha com sua expectativa, mas não deixa de surpreender, pois a mediana das previsões apontava para queda de 3%.

Para o especialista tal resultado negativo foi parcialmente antecipado pelo mercado em função do fraco desempenho da indústria automobilística no período.

Na avaliação de Serrano, os dados consolidam a idéia de que o Banco Central vai cortar a taxa de juros, começando o afrouxamento monetário com redução de 0,5 ponto percentual na Selic agora em janeiro.

O economista trabalha com mais um corte de 0,5 ponto em março e outro de 0,25 ponto em abril, enquanto as curvas futuras projetam de cinco a seis reduções de 0,5 ponto percentual. " O mercado está extrapolando um pouco. "
Serrano afirma que a direção dos juros é mesmo de baixa, com o BC cortando juros também em 2010, mas tal movimento deve ser gradual, pois o cenário ainda carrega algumas incertezas com relação ao futuro da atividade e da trajetória de preços.

Para Serrano, o primeiro trimestre deve ser de estagnação, com início de recuperação no segundo trimestre e retomada da atividade na segunda metade do ano, reflexo das menores taxas de juros no primeiro semestre.

Voltando aos dados de produção industrial, o economista aponta que, provavelmente, o dado de novembro deve ser o pior da série. Em dezembro, haverá contração, mas com menor intensidade, assim como no primeiro trimestre desse ano. A indústria automotiva deve ficar estagnada enquanto outros setores oscilam melhora e piora.

Pelo lado da inflação, a indicação é positiva, favorecendo o trabalho do Banco Central. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo subiu 0,16% em dezembro de 2008, recuando de 0,39% no mês anterior. Já no acumulado do ano, o IPC apontou inflação de 6,16%, acima dos 4,38% de 2007.

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