A Bolsa de Valores de São Paulo ampliou as perdas na última hora de pregão e registrava queda superior a 7%, no rastro das perdas e do nervosismo em Wall Street ocasionados pela crise no sistema financeiro. Após 158 anos em funcionamento, o banco de investimentos americano Lehman Brothers, que sobreviveu à Grande Depressão e ao crash das bolsas americanas nos anos 30, sucumbiu à crise imobiliária americana, deixando para trás dívidas de US$ 613 bilhões e arrastando consigo os principais mercados acionários no mundo hoje.

Às 16h30, o índice Bovespa operava com forte perda de 7,59%, aos 48.416 pontos, com registro de novas saídas de investidores estrangeiros. Em Nova York, o índice Dow Jones perdia 3,59% e o S&P 500 caía 3,80%.O Nasdaq recuava 2,97%.

No exterior, nem mesmo o anúncio de pacotes de socorro, tanto por parte do setor privado quanto do lado do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, pareciam ser capazes de conter a onda de vendas. No final de semana, um consórcio de 10 bancos anunciou a criação de um fundo de US$ 70 bilhões para emprestar recursos a outras instituições financeiras em dificuldades. O Fed colocou outros US$ 70 bilhões por meio da recompra de títulos no sistema bancário para tentar injetar mais liquidez ao sistema financeiro. O nervosismo continua porque entre os principais credores do Lehman Brothers estão os bancos japoneses, o que deve derrubar a Bolsa de Tóquio amanhã, quando os mercados reabrem após o feriado de hoje.

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