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Queda em bens duráveis nos EUA é a maior desde 2006

A demanda por bens duráveis nos EUA registrou a maior queda em dois anos em outubro, refletindo as restrições na oferta de crédito e o crescente pessimismo sobre a economia, que levaram algumas empresas a adiar investimentos em equipamentos. As encomendas de bens duráveis pelos EUA recuaram 6,2% em outubro na comparação com setembro - queda mais acentuada desde outubro de 2006 -, para um volume sazonalmente ajustado de US$ 193 bilhões, informou o Departamento de Comércio norte-americano.

Agência Estado |

O número de setembro foi revisado para uma queda de 0,2%, de um aumento de 0,9% anunciado originalmente.

O aperto no mercado de crédito - provocado pelo receio dos investidores e dos fundos em adquirir commercial papers, tradicionalmente usados para capital de giro pelas empresas - e a deterioração da atividade econômica nos EUA, que recuou 0,5% no terceiro trimestre, foram os principais responsáveis pela diminuição nas encomendas. Além disso, o enfraquecimento da economia de outros países também prejudicou as empresas norte-americanas, afetando diretamente as exportações.

As encomendas de bens de capital, excluindo itens de defesa e aeronaves, caíram 4% em outubro, após recuarem 3,3% em setembro. O dado é considerado um termômetro dos gastos de equipamentos das empresas. Na comparação com outubro do ano passado, as encomendas tiveram aumento de 2,2%. Os embarques de bens de capital excluindo itens de defesa e aviões recuaram 2,4%, em outubro, após alta de 1,6% em setembro. Os embarques são utilizados no cálculo do PIB.

A demanda por bens duráveis no setor de transportes caiu 11,1% em outubro, após subir 6,1% em setembro. As encomendas de aviões comerciais recuaram 4,7%, enquanto os pedidos de aviões militares tiveram queda de 10,1%. A demanda por peças e veículos motorizados registraram perda de 4,5%.

Desconsiderando o setor de transportes, as encomendas de bens duráveis recuaram 4,4%. Os pedidos caíram 2,4% para computadores e produtos eletrônicos, 6,8% para máquinas e 5,3% para equipamento elétrico. Em setembro, a demanda por bens duráveis excluindo o setor de transportes havia recuado 2,3%. As informações são da Dow Jones.

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