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Queda dos investimentos puxa PIB para baixo em 2009

RIO - A queda de 9,9% na formação bruta de capital fixo (FBCF), que significa o volume de investimentos na economia brasileira, foi a principal razão para o recuo de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2009. O desempenho significou a primeira taxa negativa desde a baixa de 4,6% de 2003 e representou a pior variação da FBCF desde o início da atual série histórica produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1996. Dentro da FBCF, a maior queda foi dos investimentos em máquinas e equipamentos, que representa 55% da formação bruta e teve recuo 13,1%. A seguir veio a construção civil, com peso de 38% e queda de 6,4% no ano passado, seguido pela rubrica outros, com baixa de 4,4%.

Valor Online |

"O desempenho de máquinas e equipamentos foi afetado tanto pela produção nacional, quanto pela importação", frisou Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE. "Os investimentos derrubaram o PIB em 2009", acrescentou.

Já o consumo das famílias no ano passado subiu 4,1%, no sexto avanço anual seguido, embora o crescimento tenha sido o menor desde os 3,8% de 2004. Em 2003, o segmento havia recuado 0,8%.

Ainda na ótica da demanda, o consumo do governo subiu 3,7%, as exportações de bens e serviços recuaram 10,3% e as importações de bens e serviços caíram 11,4% no ano passado.

Rebeca destacou que o consumo das famílias respondeu por 2,4 pontos percentuais de alta no PIB de 2009, enquanto a FBCF e a variação de estoques, juntas, responderam por uma baixa de 3,5 pontos percentuais.

As despesas de consumo do governo e o saldo positivo do setor externo tiveram contribuições também positivas, mas não foram capazes de impedir a queda de 0,2% do PIB no ano passado.

Do lado da oferta, a principal vilã da baixa foi a indústria. O tombo de 5,5% no ano passado do setor foi o pior resultado desde o início da série histórica, em 1996. Foi o primeiro resultado negativo para a indústria desde a baixa de 0,6% de 2001, ano em que o setor sofreu os efeitos do racionamento de energia.

Os quatro segmentos industriais analisados fecharam 2009 com baixa, principalmente a indústria de transformação, com 7% de queda, o pior resultado da série histórica iniciada em 1996 e o primeiro recuo desde a baixa de 1,9% de 1999. Neste grupo, apenas os eletrodomésticos, os produtos farmacêuticos e perfumaria, higiene e limpeza fecharam 2009 com alta.

Além da indústria, a agropecuária fechou 2009 com baixa de 5,2%, enquanto os impostos sobre produtos recuaram 0,8%, acompanhando o desempenho industrial, setor que tem carga tributária maior. Prova disso foi a queda de 2,9% do volume de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), enquanto o ICMS, que incide mais sobre serviços, subiu 0,8%.

Do lado da oferta, o destaque positivo foram os serviços, que fecharam 2009 com alta de 2,6%, puxados pela intermediação financeira, que cresceu 6,5%, por outros serviços, com alta de 5,1% e por serviços de informação, com crescimento de 4,9%.

(Rafael Rosas | Valor)

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