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Washington, 10 out (EFE).- O déficit dos Estados Unidos no comércio exterior de bens e serviços caiu 3,5% em agosto, graças à queda dos preços do petróleo e à diminuição das importações, apesar das compras da China terem atingido um recorde histórico.

O Departamento de Comércio divulgou hoje que o déficit desse mês foi de US$ 59,1 bilhões, muito próximo ao calculado pelos analistas.

A desaceleração da atividade econômica no mundo todo reduziu as compras de produtos americanos. Em agosto, as exportações de bens caíram 2,6%, a primeira queda em seis meses, e ficaram em US$ 117,642 bilhões, o segundo valor mais alto na história.

O valor das importações de bens caiu 3,2% e ficou em US$ 188,543 bilhões, segundo o Governo. Foi a primeira diminuição das compras de bens desde março.

Nos primeiros oito meses deste ano, o déficit somou US$ 478,103 bilhões, comparado com o saldo comercial negativo de US$ 471,012 bilhões no mesmo período do ano passado. O déficit de todo o ano de 2007 somou US$ 700,258 bilhões.

Em agosto também houve redução do déficit dos Estados Unidos no comércio de petróleo, para US$ 35,6 bilhões, uma queda de 17,1% em relação ao mês anterior.

As importações de petróleo baixaram pela primeira vez em seis meses e o preço médio em agosto foi de US$ 119,99 por barril, comparado com os US$ 124,66 por barril de julho.

Além disso, houve queda das importações de veículos automotores, computadores e televisores à medida que a crise financeira se aprofundou e os consumidores e empresários americanos cortaram suas despesas.

O comércio exterior foi um dos poucos dados positivos no panorama da economia dos EUA ao longo do último ano. A depreciação do dólar frente a outras moedas levou as exportações a valores sem precedentes e contribuiu para melhorar o crescimento econômico no segundo trimestre.

Apenas a China representou em agosto 35% do déficit total no comércio de bens (sem incluir serviços) dos EUA, totalizando US$ 25,334 bilhões.

Em agosto, os americanos adquiriram produtos chineses no valor de US$ 31,840 bilhões, o número mais alto da história.

Quanto ao superávit total de todos os países da América Latina e do Caribe, o valor caiu 27,2% em agosto, na comparação com julho, e ficou em US$ 7,526 bilhões, segundo o relatório do Governo.

O superávit nos oito primeiros meses deste ano somou US$ 66,375 bilhões, comparado com US$ 65,724 bilhões no mesmo período de 2007.

A região contabilizou 10% do déficit total no comércio de bens dos EUA em agosto.

Caso se exclua o México, o superávit comercial da América Latina e do Caribe diminuiu 63,5% em agosto.

Já o superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os EUA caiu 38,5% em agosto em comparação com julho, para US$ 6,784 bilhões.

O superávit da UE nos oito primeiros meses do ano foi de US$ 63,913 bilhões, abaixo dos US$ 70,724 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os países da UE geram pouco mais de 11% do déficit em comércio exterior de bens dos EUA, que chegou a US$ 552,898 bilhões nos oito primeiros meses do ano.

O déficit dos EUA em seu comércio de bens com os países do leste da Ásia diminuiu 5,3% em agosto e ficou em US$ 30,825 bilhões.

O relatório do Departamento de Comércio mostra que nos oito primeiros meses deste ano o déficit dos EUA com essa região foi de US$ 223,841 bilhões, comparado com um de US$ 238,862 bilhões no mesmo período de 2007.

Os países do leste da Ásia contabilizam mais de 40% do déficit no comércio exterior de bens dos EUA, que nos oito primeiros meses deste ano somou US$ 552,898 bilhões. EFE jab/ab/ma

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