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Queda do preço de matérias-primas freará avanço da América Latina, diz Moody s

A baixa do preço das matérias-primas fará com que a América Latina modere seu crescimento econômico nos próximos anos até cerca de 4,5% anual, segundo um analista da agência de classificação Moodys. A América Latina se preparou para enfrentar os tempos difíceis de austeridade, durante os quais será perfeitamente capaz de evoluir de acordo com sua capacidade produtiva, assegura o analista Alfredo Coutiño em relatório publicado nesta sexta pela Economy.com, filial da Moodys.

EFE |

Para ele, a baixa nos mercados internacionais dos preços das matérias-primas - uma grande fonte de receita para muitos países da América Latina- "só tirará da região o crescimento adicional acima de seu potencial, calculado em 4,5%".

No relatório, o analista de Moody's explica que nos mercados começou a se especular com o futuro dos grandes países exportadores de matérias-primas, agora que parece que os preços começaram a desinflar.

"Dada a idéia, um tanto generalizada, de que o destino latino-americano está fortemente atado ao preço das matérias-primas, é importante destacar alguns aspectos da região para determinar se a América Latina continua sendo uma república de bananas, como muitos ainda pensam", aponta Coutiño.

O analista explicou que a queda dos preços se deve, entre outros fatores, à "generalizada moderação no crescimento econômico de praticamente todas as regiões do mundo" e à "normalização" das condições de produção nos principais fornecedores.

Além disso, respondem à redução do componente especulativo, já que as crescentes divergências da taxa de juros em nível internacional desviaram parte do investimento em direção a bônus de nações emergentes.

"Tudo isso desinflou os exagerados preços das matérias-primas nos mercados internacionais" e, por conseqüência, na América Latina, "uma exportadora líquida" desse tipo de bens, acrescentou.

Segundo dados do relatório, no México as exportações de petróleo alcançam quase 20% do total e na Venezuela, 80%.

No caso do Chile, as exportações de cobre representam mais de 50%, na Argentina, as de soja cerca de 20% e no Brasil, as de ferro em torno a 15%.

"Definitivamente, o ajuste em baixa nos preços vai produzir um efeito de redução na receita da região, o que provocará um ajuste também nas despesas", apontou o analista.

No entanto, Coutiño argumentou que os orçamentos públicos na região foram elaborados levando em conta "preços conservadores" de exportação das matérias-primas e muitos países economizaram durante os anos em que ingressaram valores mais altos que o normal.

Assim, boa parte deles acumularam reservas internacionais ou criaram fundos soberanos ou de estabilização macroeconômica, que agora servirão de "instrumentos de política contra-cíclica".

"A América Latina aprendeu com as lições do passado e não só não fez 'contas alegres' com a receita extraordinária das matérias-primas, mas também tomou previsões para as épocas em que os preços tenham que se ajustar a níveis mais consistentes com a lei da oferta e da procura", conclui o analista.

 

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