As ações do banco nova-iorquino Lehman Brothers continuaram caindo nesta quinta-feira na Bolsa de Nova York, em meio a fortes temores de que os problemas do banco atinjam o resto do mercado financeiro.

A ação do Lehman perdeu 41,7% (4,22 dólares), ampliando sua queda das últimas semanas, quando mais de 90% do valor da empresa simplesmente evaporaram.

A mesma preocupação ronda o banco Washington Mutual, outra grande instituição que amarga fortes prejuízos ligados a títulos hipotecários.

Analistas da Charles Schwab & Co. disseram em uma nota que os traders estavam buscando cobertura "em meio a crescentes temores de que o Lehman Brothers e o Washington Mutual não consigam o dinheiro de que precisam para estabilizar suas finanças, fazendo com que seus potenciais sócios estratégicos afastem qualquer possibilidade de se associar a eles".

"Ninguém se surpreenderá se a empresa recorrer hoje à proteção do capítulo 11 (da lei de falências) ou se o governo atuar para que o banco seja vendido em partes e garanta seu patrimônio imobiliário para atrair um comprador", explicou Douglas McIntyre na 24/7 Wall Street.

O Wall Street Journal informou que o Lehman Brothers procura desesperadamente um comprador, e mencionou o Bank of America como uma das possibilidades.

Este movimento de busca por compradores é há muito tempo negado pela instituição em crise, mas se tornou inevitável com a derrubada da ação do Lehman na bolsa de valores.

O Bank of America participou de negociações preliminares e representa "a melhor esperança" do Lehman Brothers no momento, segundo o WSJ.

No final da tarde, o jornal Washington Post informou que o Tesouro dos Estados Unidos e a Reserva Federal assumiram o caso do Lehman Brothers e negociam com um grupo de investidores privados para obter uma solução antes do final de semana.

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