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Queda de commodities põe Argentina em alerta

A queda dos preços das commodities está deixando os agricultores argentinos em polvorosa. Mas, mais preocupado do que eles, está o governo da presidente Cristina Kirchner, já que, segundo estimativas de consultorias, os valores mais baixos de grãos implicarão entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões a menos de arrecadação tributária em 2009.

Agência Estado |

Isso equivale a um terço do superávit primário previsto no Orçamento Nacional.

Sem poder contar com superávit fiscal confortável, tal como ocorreu nos últimos cinco anos - com o qual podiam financiar obras públicas e os planos assistencialistas -, os Kirchners ficariam em apertos para manter sua influência política. Dessa forma, afirmam os analistas, terão complicações para enfrentar a oposição nas decisivas eleições parlamentares do ano que vem.

No meio dos temores que tomaram conta do país nos últimos dias, os depósitos a prazo fixo despencaram US$ 806 milhões na semana passada, a pior desde o início da crise. Se forem somadas as retiradas de contas correntes e cadernetas de poupança, a queda chega a US$ 1,365 bilhão.

Ao longo de setembro, segundo a consultoria M&S, os argentinos foram atrás de seu refúgio predileto, o dólar. No total, compraram US$ 2 bilhões. No entanto, somente US$ 136 milhões foram colocados nos bancos. O resto ficou fora do sistema, em caixas de segurança ou dentro do colchão. As estimativas indicam que a dolarização de investimentos chegaria a US$ 2,5 bilhões em outubro.

A bolsa portenha foi duramente abalada nas últimas semanas, e teve a maior queda em uma década, de 12,4%. Mas as turbulências ali afetam pouco a vida cotidiana dos argentinos, já que o pregão conta com apenas 101 papéis, o equivalente à metade de um terço de outras bolsas da região. Menos de 1% da população argentina investe em ações. Setores empresariais assustados com a crise estão estancando investimentos, na espera de um cenário mais claro.

"Desensillar hasta que aclare (Levantar da sela até que a neblina suma)" é a expressão de ordem. Esse é o caso da empresa de alumínio Aluar, que cancelou um empreendimento de US$ 850 milhões.

Uma média das estimativas das principais consultorias econômicas indica que neste ano o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) será de 7% (em vez dos 8% previstos em janeiro). Mas, para 2009, a expectativa é de que a economia crescerá somente 3,9% (em vez das perspectivas de mais de 6% previstas no início deste ano).

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