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Queda das blue chips e do mercado americano pressionam Bovespa

SÃO PAULO - Encerrado às 13h o vencimento de opções sobre ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue perdendo força nos negócios desta segunda-feira. Em meio à queda das ações da Petrobras e da Vale, também pesa sobre o mercado brasileiro a baixa dos índices americanos. Há pouco, o Ibovespa recuava 0,75%, aos 68.

Valor Online |

819 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 8,07 bilhões. O índice futuro, com vencimento em abril, recuava 0,66%, aos 69.270 pontos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones caía 0,21%, enquanto Nasdaq recuava 0,72% e S & P 500 perdia 0,50%.

Contribui para o pessimismo internacional a observação feita pela agência Moody's, de que a classificação de risco dos países com nota máxima (Aaa) de crédito ainda se mantém, apesar dos problemas nas finanças públicas, mas que a distância desses países de um rebaixamento de nota diminuiu.

Os analistas acreditam que há riscos para a manutenção desse perfil de crédito e notam que essas nações enfrentam um " equilíbrio delicado " entre as ações para promover a recuperação econômica e os passos para a redução dos estímulos monetários.

Segundo a Moody´s, a recuperação econômica permanece frágil em vários países desenvolvidos, muitos dos quais implementaram políticas agressivas de expansão monetária e de gastos públicos.

" Isso expõe os governos a um risco substancial na execução de suas estratégias de saída, o que poderia tornar seu perfil de crédito mais vulnerável " , diz o vice-presidente sênior do grupo de Risco Soberano, Arnaud Mares.

Estados Unidos e Grã-Bretanha apresentam o quadro mais complicado, dada a magnitude de suas ações para garantir a liquidez no sistema financeiro - compra de títulos, que significam pagamento de juros, e incentivos fiscais, que indicam redução de receitas.

Na agenda de indicadores, dados divulgados nos Estados Unidos tiveram interpretações distintas do mercado. A produção industrial do país veio em linha com as expectativas, ao subir 0,1% em fevereiro, depois de um crescimento de 0,9% na abertura deste ano.

Já a a atividade do setor manufatureiro na região de Nova York cresceu a um ritmo mais brando em março. O indicador que mede o desempenho dessa economia se encontrou em 22,9 neste mês, após os 24,9 de fevereiro.

No mercado local, entre as maiores altas do Ibovespa, estão as ações ON da Light, com valorização de 1,87%, a R$ 27,21, as PNB da Eletropaulo, com ganhos de 1,47%, a R$ 39,17, e os papéis PN da Net, com avanço de 0,73%, a R4 23,41.

Na ponta oposta, figuram entre as maiores baixas do índice os papéis ON da B2W, com queda de 3,31%, a R$ 39,05, os ON da PDG Realty - que divulga seu balanço após o fechamento -, com recuo de 3,31%, a R$ 16,05, e os ON da Lojas Americanas, com depreciação de 3,53%, a R$ 13,36.

Fora do índice, os recibos de ações da Laep seguem com volume elevado, com giro de R$ 170,9 milhões. As ações estão disparando 13,93%, a R$ 1,88, com o mercado reagindo bem ao acordo assinado na noite de ontem entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat.

A assinatura é um dos passos para a criação de uma nova empresa de laticínios, para brigar com as grandes companhias do setor.

Entre os maiores volumes negociados, as ações PN da Petrobras, que recuam 1,05%, a R$ 36,67, movimentam R$ 492,8 milhões, enquanto os papéis PNA da Vale - com baixa de 0,19%, a R$ 46,32 - giram R$ 453,6 milhões.

No mercado de câmbio, o dólar ganha força sobre o real, na mesma direção travada contra libra e euro. Há instantes, a moeda americana ganhava 0,11%, a R$ 1,767 na venda.

(Beatriz Cutait | Valor)

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