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Queda brusca nas vendas de carros no mundo

SÃO PAULO - Vendas em queda livre no Japão e na Espanha, redução de emplacamentos na França: os dados de janeiro, publicados nesta segunda-feira, confirmaram a persistência da crise do setor automobilístico, que levam os construtores a pedir ajudas e estudar fusões.

AFP |

A desaceleração é particularmente violenta no Japão, onde as vendas de carros novos, exceto os minicarros, caíram 27,9% em janeiro em um ano, atingindo seu mais baixo nível em 41 anos, segundo as concessionárias. Este recuo, o sexto consecutivo, é o mais brutal desde maio de 1974. A última vez que as vendas foram tão baixas, assim, foi em fevereiro de 1968.

Na Espanha, o número de emplacamentos de carros novos caiu 41,6% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Associação Nacional dos fabricantes de automóveis (Anfac). Semana passada, a Anfac havia anunciado que esperava uma queda de aproximadamente 23% das vendas em 2009 em relação a 2008, ano em que os emplacamentos já caíram 28% na Espanha.

O céu está menos escuro na França, onde as aquisições de carros particulares novos caiu "apenas" 7,9% em janeiro, na comparação com janeiro de 2008. Depois de novembro (-14%) e dezembro (-15,8%) em queda livre, o recuo mais limitado de janeiro traduz "um efeito de incentivo à troca de carro", segundo o Comitê dos construtores franceses de automóveis (CCFA).

Com esta medida adotada em dezembro, qualquer pessoa que compre um carro particular ou um utilitário leve, novo ou pouco poluente, pode se beneficiar de um prêmio de 1.000 euros se se desfizer de um carro de mais de dez anos.

Para o CCFA, é preciso esperar o período de março a junho para verdadeiramente medir o estado do mercado francês em 2009, mas esta desaceleração da queda pode dar trabalho aos construtores espanhóis. Estes últimos reivindicam em Madri também a adoção de um prêmio como este.

Além da França, diversos países europeus já adotaram este dispositivo, como a Alemanha, onde o prêmio é de 2.500 euros. Para sustentar seu pedido, a Anfac afirmou que 100.000 trabalhadores estão ameaçados pela crise do setor automobilístico na Espanha.

No Japão, milhares de empregos já foram cortados. Na França, o diretor-geral adjunto da Renault Michel Gornet afirmou que o construtor deve passar pelo menos até 2010 (...) por períodos de "baixa atividade".

As empresas prestadoras de serviços terceirizados também sofrem. Os fornecedores americanos, que empregam mais de 700.000 pessoas, estão correndo para pedir ao governo uma assistência federal.

Eles já haviam tentado a sorte em vão em novembro, quando o Congresso examinava a possibilidade de um socorro financeiro em favor de dois dos principais construtores americanos, General Motors e Chrysler, que obtiveram 13,4 bilhões de dólares de empréstimos do governo federal.

Desde então, a situação piorou. A produção automobilística americana foi reduzida em 36% em dezembro. Ela deve continuar diminuindo no primeiro trimestre de 2009, pois a GM, a Chrysler e a Ford quase pararam de produzir veículos em janeiro.

Este marasmo alimenta os rumores de concentrações no setor. Segunda-feira, o jornal econômico La Tribune informou que o construtor alemão BMW encontrou conselheiros do governo francês em 21 de janeiro para estudar uma aliança com a PSA Peugeot Citroën.

A BMW confirmou esta reunião, mas indicou que não se refere a "cooperações industriais", e portanto não estão certas. Já o grupo francês preferiu não comentar esta informação.

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