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Quebra do Lehman Brothers leva à queda geral nas Bolsas asiáticas

Fernando A. Busca.

EFE |

Tóquio, 16 set (EFE).- A quebra do banco de investimentos Lehman Brothers provocou hoje uma queda generalizada nas principais Bolsas de Valores da Ásia, com baixas superiores a 5% e 6% em Tóquio e em Seul, respectivamente, após as duas terem ficado fechadas na última segunda por causa de feriados.

No continente asiático, o impacto da quebra do até então quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos só foi sentido hoje, com o índice Nikkei perdendo 5,06%, o Hang Seng (Hong Kong) caindo 5,44%, o Kospi (Coréia do Sul) despencando 6,1% e a Bolsa de Xangai sofrendo queda de 4,47%.

O Banco (central) do Japão (BOJ), que iniciou uma reunião de dois dias para tomar uma decisão sobre as taxas de juros, já previa as turbulências e anunciou hoje duas injeções no mercado monetário que, juntas, alcançam 2,5 trilhões de ienes (US$ 24,044 bilhões).

As agências que supervisionam os mercados financeiros também tomaram a decisão de congelar os bens do Lehman Brothers tanto no Japão quanto em Hong Kong e em Seul, para que não sejam transferidos para os EUA e assim se proteja os investidores locais.

A comissão sul-coreana enviará inspetores aos escritórios em Seul para avaliar os ativos e as dívidas da instituição. Porém, os sinais de gravidade da crise financeira não param por aí.

Por exemplo, a operadora do mercado sul-coreano foi obrigada a paralisar durante cinco minutos as operações de compra e venda de ações diante do afundamento da Bolsa de Valores local.

Até poucos dias atrás o banco público Korean Development Bank (KDB), cujo diretor trabalhou anteriormente no Lehman Brothers, cogitou a hipótese de ser um dos possíveis salvadores do banco de investimento americano.

Os valores financeiros foram os mais golpeados pelas turbulências da última segunda em Wall Street, apesar de ainda não se saber ao certo qual será o impacto total da quebra do Lehman Brothers em empresas concretas do continente asiático.

Os principais bancos japoneses sofreram um forte baque, com perdas superiores a 10% no Mizuho Financial Group e de 9,7% no Sumitomo Mitsui.

Todos estes fatos aconteceram apesar de a unidade japonesa do Lehman Brothers ter anunciado em sua declaração de quebra que a exposição das instituições japonesas no banco de investimento é de aproximadamente US$ 1,67 bilhão.

Milhões de asiáticos sofrerão em seus bolsos o desmoronamento dos mercados, mas a quebra do Lehman Brothers representa principalmente o fracasso para o mercado chinês, onde milhões de pessoas que investiram seu dinheiro sofreram com a queda da Bolsa de Xangai nos últimos meses.

A Bolsa de Xangai alcançou seu máximo em outubro passado, quando superou 6 mil pontos, mas desde então caiu mais de 60% por causa da falta de confiança dos investidores diante da situação econômica chinesa.

Hoje, a Bolsa perdeu 4,47% e atingiu um novo mínimo anual, arrastada pela crise mundial das Bolsas, fechando abaixo da barreira dos 2 mil pontos, para 1.986,64.

Na conjuntura econômica atual, a Ásia não é afetada somente pelas turbulências financeiras que chegam de Wall Street.

As exportações são peças básicas na maioria das economias asiáticas, mas a crise fará com que os consumidores dos países ricos pensem duas vezes antes de abrirem a carteira.

A detenção brusca global do consumo terá um impacto grande nos fabricantes de veículos sul-coreanos, nas grandes companhias de eletrônica japonesa e no enorme setor exportador chinês. EFE fab/fh/fal

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