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Quatro empresas apresentam propostas para os navios da Transpetro

RIO - Quatro empresas apresentaram propostas para os quatro primeiros lotes da segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef 2) da Transpetro, a subsidiária de transportes da Petrobras. O Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, e o Estaleiro Ilha S.

Valor Online |

A. (Eisa), do Rio de Janeiro, vão disputar os lotes 1 e 2, enquanto o Estaleiro Mauá, de Niterói, disputará os lotes 3 e 4. O Rio Nave, também do Rio de Janeiro, apresentou proposta apenas para o lote 4.

O primeiro lote engloba quatro navios Suezmax, enquanto o lote 2 inclui três petroleiros Aframax. Nestes dois pacotes as embarcações terão propulsão do tipo Posicionamento Dinâmico (DP), que serão construídos pela primeira vez no país.

Jorge Roberto Gonçalves, diretor do Eisa, explicou que, caso o estaleiro saia vitorioso no Promef 2, as encomendas terão que ser construídas em um novo espaço físico, que a empresa pretende erguer na região de Campos, no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Para o financiamento das obras, a empresa conta com recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e conversa com possíveis parceiros estrangeiros.

Gonçalves explicou que as encomendas já existentes na carteira do Eisa não permitiriam que os navios do Promef 2 fossem construídos nas atuais instalações da empresa, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

O executivo revelou que a construção das novas instalações, caso confirmada, poderá ter custos superiores a R$ 1 bilhão. Gonçalves disse, no entanto, que apenas a vitória na licitação da Transpetro não será capaz de garantir a construção do novo estaleiro e admitiu que há o risco de a estrutura não ser montada mesmo com os novos navios na carteira.

"Ou nós tentávamos montar algo novo para entrar na licitação, ou não entraríamos (na licitação)", frisou Gonçalves. "Mas acho que uma das vertentes do programa (Promef) é gerar capacidade nova, com novos estaleiros", acrescentou.

O gerente comercial do Atlântico Sul, Ricardo Meneses, não revelou detalhes sobre o financiamento para as obras, mas ressaltou que o coreano Samsung, como sócio do estaleiro, entrará com cerca de 10% dos recursos.

Já o Rio Nave, que concorre para construir cinco navios de produtos do lote 4, aguarda o leilão da área do estaleiro Caneco, também no Rio de Janeiro, para ter um espaço próprio para construir as embarcações. Para o financiamento, o diretor da empresa Paulo Américo Falcone explicou que o Rio Nave espera contar com recursos do FMM e de sócios como o espanhol Elcano e o português Riviera.

Os representantes do estaleiro Mauá, que concorre no lote 4 e disputa sozinho a construção de três navios de produtos claros no lote 3, não quiseram comentar a disputa.

Antes da entrega das propostas, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, afirmou que a concorrência não diminuiu por causa da crise financeira nesta segunda fase do Promef, uma vez que o FMM garante os recursos para as obras. O executivo também se mostrou otimista em relação aos preços do aço, que se apresentam em queda nos mercados mundiais.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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