Dois homens foram presos ontem de manhã, acusados de aplicar golpes em clientes de diversas agências bancárias do bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, os suspeitos clonavam cheques e cartões de débito, principalmente de correntistas do Banco Itaú localizado na Avenida Paes de Barros.

Em dois anos, a polícia acredita que os criminosos movimentaram cerca de R$ 1 milhão.

O desempregado Roberto Evangelista dos Santos, conhecido como Evangelista, de 28 anos, e seu comparsa, o também desempregado Eder Oliveira Alecrim, de 26, foram detidos na Rua Veridiana, próximo da Santa Casa de São Paulo. Alecrim bebia em um bar. Evangelista foi preso em um escritório comercial. No local foram apreendidas mil folhas de cheques e mais de 20 cartões de débito e crédito. Também foram recolhidos três celulares e carimbos.

Os dois presos negaram o crime e disseram que só falam em juízo. Para o delegado titular do 18º Distrito Policial (Mooca), Eider Castor da Nóbrega Filho, ainda falta prender pelo menos oito integrantes do grupo. "Eles são bem estruturados, pois no momento da prisão já apareceu um advogado", disse.

O delegado afirmou que os suspeitos compravam cheques preenchidos, possivelmente em estabelecimentos comerciais. Segundo ele, a quadrilha tinha contatos em comércios, que copiavam os cheques antes de compensá-los. Com a cópia, os acusados "lavavam" a folha e faziam uma nova, porém apenas com os dados da conta e o nome do correntista. Com o novo cheque, o grupo descontava, em média, dez folhas no valor de R$ 400 para não chamar a atenção do banco na hora da compensação. "Com isso, lucravam R$ 4 mil", afirmou. Segundo Nóbrega Filho, um dos detidos utilizava o dinheiro desviado para abastecer uma rede de sorveterias em Salvador, na Bahia, de sua propriedade.

O Banco Itaú informou que está acompanhando as investigações e, caso haja comprovação de fraude, seus clientes não sofrerão prejuízos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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