Depois de ter lançado o Q7, em 2006, parece que a Audi gostou de fazer utilitários-esportivos. Autos foi à Espanha avaliar o Q5, modelo construído sobre a base do novo sedã A4 (a mesma do cupê A5).

O jipão de luxo será lançado na Europa no último trimestre deste ano e, no Brasil, em meados de 2009.

Para a Audi, o Q5 é um utilitário voltado para o desempenho. Por isso, sua carroceria é bem mais compacta que a do "irmão maior". Enquanto o Q7 tem 5,08 metros de comprimento, a novidade tem 4,63 m, 45 cm a menos. Largura e altura também são menores, mas o mais importante é o coeficiente aerodinâmico de 0,33, ótimo para esse tipo de veículo.

As quatro opções de motor também privilegiam o desempenho. Haverá duas a gasolina: quatro-cilindros, 2.0 TSFI, de 214 cv, e 3.2 V6, de 274 cv. A Audi ainda não tomou a decisão final, mas é possível que esses dois propulsores equipem o carro vendido aqui, provavelmente começando pelo V6.

Na Europa, também haverá duas versões a diesel: 2.0 de 172 cv e 3.0 de 243 cv. Nesta última e nas movidas a gasolina, o câmbio é uma nova versão do S tronic, de dupla embreagem. É a primeira vez que essa caixa tem sete marchas com motor longitudinal. A tração integral Quattro é de série.

Para sustentar o utilitário, a suspensão é independente nas quatro rodas, com a maioria das peças feita de alumínio. E o controle de estabilidade (ESP) tem um sensor que identifica quando os racks de teto estão instalados, o que pode tornar o centro de gravidade mais alto, pois o bagageiro é capaz de suportar até 100 kg.

Tudo isso resulta numa dirigibilidade que faz jus à origem da plataforma derivada de carros de passeio. O Q5 reage aos comandos do motorista com agilidade e precisão surpreendentes para um utilitário.

O prazer ao dirigir é completado pelo motor 3.2 da versão avaliada. Com 33,6 kgfm entre 3.000 e 5.000 rpm, sobra força.

Controle total

Para aumentar o refinamento da condução, há o Audi Drive Select, um dos muitos sistemas eletrônicos opcionais. Ele controla o tempo de resposta do acelerador, o nível de assistência da direção e o melhor momento para a trocas de marcha. São três posições: Comfort (mais macia), Auto (intermediária) e Dynamic (esportiva).

Nesta última, é fácil perceber, por exemplo, que o volante, além de mais "pesado", fica mais direto, e que o acelerador se torna mais sensível.

O recurso pode ser combinado com o comando eletrônico dos amortecedores e a direção dinâmica, que regula a relação da caixa continuamente.

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