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PwC aguarda baixa de 12,3% em fusões e aquisições no País neste ano

O número de fusões e aquisições no Brasil deve cair 12,3% em 2008, comparativamente a 2007, para 633 negócios. Ainda assim, se a estimativa se confirmar, será 10,5% maior que as 573 transações concretizadas em 2006.

Agência Estado |

As informações constam de relatório divulgado pela PricewaterhouseCoopers, segundo o qual a volatilidade nos mercados financeiros e o impacto da crise internacional começam a ser refletidos no menor número de operações deste tipo no País.

A expectativa é de que dezembro feche com apenas 30 fusões e aquisições, um declínio superior a 58% quando comparado com igual intervalo de 2007 (72 negócios). O estudo leva em conta aquisições de participações minoritárias, controladoras e de 100% do capital formalizadas e divulgadas ao longo do ano pela imprensa.

Os grupos nacionais lideram as compras de participações - controladoras e minoritárias, sem considerar joint ventures e outros tipos de fusões e aquisições -, com 72% do total registrado até novembro. Em termos absolutos, o número de transações feitas por estes compradores subiu quase 3%, comparativamente ao acumulado de 2007, saindo de 349 para 359 acertos.

No entanto, a PricewaterhouseCoopers notou uma diminuição, de quase 15% entre janeiro e novembro, na presença de investidores estrangeiros em compras de participações de controle ou minoritárias. Estes compradores se responsabilizaram por 28% de todas as transações no período, frente a 32% do total de janeiro a novembro de 2007 e 42% em 2006. Em 2008, foram registradas transações envolvendo empresas nacionais em território estrangeiro, incluindo as Américas do Norte e do Sul, África e Espanha.

O setor que mais se destacou nas fusões e aquisições em 2008, até novembro, foi o de alimentos, com 77 negócios fechados e destaque para as áreas de frigoríficos, abatedouros e laticínios. O ramo de Educação, com 48 fusões e aquisições, revela uma tendência de consolidação das instituição de ensino superior por alguns competidores, notadamente Estácio de Sá, Anhangüera e Kroton Educacional.

Na Tecnologia da Informação foram 42 negócios, sendo que se sobressaíram as transações envolvendo desenvolvedoras de software e sistemas de gestão, além das companhias de consultoria. Em Química e Petroquímica (35), destaque para a Hypermarcas, com diversas transações ligadas a cosméticos.

No setor de Bancos e Estabelecimentos Financeiros (35 negócios), a PricewaterhouseCoopers sublinha a fusão do Itaú e Unibanco, a aquisição da Nossa Caixa e Banco do Estado do Piauí pelo Banco do Brasil, além da recente compra pela Standard Chartered PLC Brasil de ativos no País do Lehman Brothers.

Em Construção (31), notam-se movimentos envolvendo incorporadoras, bem como uma parcela considerável de joint ventures (11). "Outros setores que merecem destaque são Serviços de Saúde (24 transações), Serviços Imobiliários (19), Serviços de Transporte e Armazenagem (17 transações) e Real Estate em Shopping Centers (16 transações em 2008, ante mais de 40 em 2007, envolvendo aquisições e joint ventures e investimentos por fundos dedicados ou por fundos genéricos).

As aquisições de controle - incluindo a compra de 100% de uma empresa - seguem como a transação mais comum, representando 65% do total de negócios fechados até novembro de 2008. A opção por comprar participações minoritárias diminuiu no acumulado de 2008, passando de 19% para 17% do total de transações. As joint ventures figuraram em 11% das fusões e aquisições. Na seqüência estão incorporação (3%), fusão (2%) e cisão (1%). Houve uma mudança de forças no mercado de capitais: com as bolsas enfraquecidas e a escassez de crédito, os fundos de private equity se fortaleceram como alternativa para a capitalização das empresas, constatou a consultoria.

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