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Putin propõe retorno de plano de consórcio internacional de gás na Ucrânia

Moscou, 11 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, propôs hoje a recuperação do projeto de transformar os gasodutos ucranianos em um consórcio internacional com participação de países europeus para evitar os conflitos de gás que atingem a Europa.

EFE |

Putin afirmou que há vários anos Ucrânia, Rússia e Alemanha assinaram um memorando, hoje paralisado, para criar, possivelmente com participação de Itália e França, um consórcio que "alugaria por um longo prazo o sistema de gasodutos ucraniano".

"Além disso, também poderíamos participar da privatização (do setor do gás), caso o Estado ucraniano aceitasse", declarou Putin em uma entrevista à emissora alemã "ARD" que será transmitida na próxima semana.

O primeiro-ministro russo afirmou que Moscou já propôs alugar os gasodutos ucranianos, que continuariam sendo propriedade do Estado da Ucrânia, segundo o texto da entrevista antecipado pelas agências.

Putin se queixou que a nova "guerra do gás" entre Moscou e Kiev, que deixou sem combustível grande parte da Europa, representou para o consórcio russo Gazprom prejuízos diretos de US$ 800 milhões, a paralisação de mais de cem poços e "prejuízos de imagem".

O líder russo denunciou que o novo conflito bilateral pelas tarifas de combustível é fruto do desejo da Ucrânia de aproveitar ao máximo sua condição de país de passagem, pois por seu território passa 80% do gás que a Gazprom vende para a União Européia (UE).

Porém, acrescentou que o litígio se viu agravado pela "crise política interna" no país vizinho, em clara alusão à disputa entre o presidente Viktor Yushchenko e a primeira-ministra Yulia Timoshenko, rivais nas eleições presidenciais de 2010. EFE si/fal

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