Moscou, 5 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a redução do abastecimento de gás na fronteira com a Ucrânia no mesmo volume em que o combustível russo foi roubado no país vizinho em seu trânsito para a Europa.

Putin atendeu a proposta do presidente da companhia Gazprom, Alexei Miller, que recebeu em sua casa de campo de Novo-Ogariovo, de reduzir o fornecimento na fronteira da Rússia e Ucrânia "no mesmo volume em que foi subtraído -65,3 milhões de metros cúbicos- e, em seguida, de cortá-lo segundo o volume de gás roubado diariamente", informou a agência "Interfax".

O chefe da Gazprom comunicou a Putin que a companhia adotará medidas para compensar as perdas dos consumidores europeus que não estão recebendo os volumes de gás contratados.

Em particular, Miller disse que aumentará o bombeamento de gás aos consumidores europeus através de Belarus e Polônia, assim como pela Turquia, pelo gasoduto "Blue Stream".

Acrescentou ainda que a Gazprom comprará combustível no mercado para compensar os consumidores europeus a redução no abastecimento, despesa que, segundo ele, deverá ser paga pela estatal ucraniana Naftogaz, responsável pelo transporte do gás russo pelo território da Ucrânia.

"A Ucrânia rouba gás russo cada vez em maior volume", acusou Miller, citado pela agência oficial russa "Itar-Tass", a Putin.

Ele acrescentou que o país vizinho já tem uma dívida de mais de US$ 600 milhões com Gazprom e advertiu: "Se continuar assim, se a Ucrânia seguir roubando o gás russo, muito em breve sua dívida será de bilhões de dólares", ameaçou. EFE bsi/jp

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