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Putin ordena novos cortes de gás enviado através da Ucrânia

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira à estatal Gazprom que corte imediatamente o gás enviado através da Ucrânia à Europa, em resposta às retenções ilegais de gás das quais Moscou acusa Kiev.

Redação com AFP |

 

"Comecem a reduzir a partir de hoje", afirmou Putin a Alexei Miller, presidente da Gazprom, depois deste último informar sobre um plano para diminuir os volumes de gás natural enviado através da Ucrânia em totais equivalentes aos que Moscou acusa Kiev de roubar.

Putin se reuniu com o presidente da Gazprom, Alexei Miller, para conversar sobre o conflito que gerou o corte dos envios de gás para a Ucrânia no dia do Ano Novo, por uma dívida que, segundo Moscou, passa de US$ 2 bilhões.

O vice-presidente da Gazprom, Alexander Medvedev, em visita a Paris, acusou nesta segunda-feira a Ucrânia de roubar 50 milhões de metros cúbicos de gás e reter o escoamento do produto à Hungria, Polônia e Romênia no quinto dia de interrupção do fornecimento a Kiev.

"O volume total de gás retido, ou melhor dizer claramente, gás roubado, é de 50 milhões de metros cúbicos. É uma quantidade significativa", disse Medvedev em entrevista à imprensa nos escritórios da Gazprom em Paris.

Os contratos negociados pela empresa RosUkrEnergo para fornecer gás a Hungria, Polônia e Romênia não estão sendo cumpridos pela Ucrânia, acrescentou Medvedev.

A Ucrânia recorreu à justiça em Kiev para tentar invalidar um acordo sobre o trânsito de gás russo por seu território, indicou nesta segunda-feira o ministério ucraniano da Energia.

A UE enviou uma delegação a Kiev para discutir a situação, incluindo Martin Riman, ministro da Indústria e Comércio da República Tcheca, país que exerce atualmente a presidência rotativa do bloco.

Seis países da UE -República Tcheca, Hungria, Romênia, Polônia, Bulgária e Eslováquia- e a Croácia registraram quedas no fornecimento de gás russo, mas garantem que, por enquanto, possuem reservas suficientes.

A Ucrânia advertiu sábado que, se o conflito não for resolvido, a UE poderá ter sérios problemas daqui a dez dias.

A Ucrânia é a principal rota de trânsito do gás russo para a UE, que depende de Moscou para um quarto de suas necessidades total do hidrocarboneto.

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