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Putin diz que Ucrânia não pode fazer países europeus de reféns

Moscou, 14 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, advertiu hoje à Ucrânia que não pode fazer os consumidores da Europa de reféns por causa do conflito do gás.

EFE |

"Ninguém, nenhum país de passagem pode abusar de sua condição como tal, especular com esta condição para fazer de reféns os consumidores da Europa", declarou Putin.

O primeiro-ministro russo se reuniu hoje com os primeiros-ministros da Bulgária, Sergei Stanishev, da Eslováquia, Robert Fico, e da Moldávia, Vasyl Tarlev.

Putin pediu à Comissão Européia que pressione a Ucrânia a defender os interesses da União Européia (EU).

"Os funcionários da Comissão Européia (CE) poderiam exercer mais influência no país de passagem com o intuito de garantirem os interesses dos membros da UE", disse o chefe do Governo russo, citado pela agência "Interfax".

"Estou disposto a estudar com vocês o que mais pode ser feito, também de parte dos parceiros da UE e da CE, para garantir o trânsito (pela Ucrânia) de nosso gás", declarou.

O primeiro-ministro russo afirmou que a Ucrânia é que impede o trânsito do combustível russo para os consumidores europeus.

"Apesar das declarações do presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, de que seu país não coloca impedimentos ao trânsito, no nível comercial, corporativo, estes existem", declarou.

Segundo a "Interfax", Putin mostrou a seus hóspedes uma carta recebida pelo consórcio russo Gazprom da ucraniana Naftogaz.

"A parte russa começou a bombear gás unilateralmente através da estação de Sudzha", citou Putin da carta da Naftogaz.

O primeiro-ministro russo acrescentou: "Isto significa que a parte ucraniana admite que o fornecimento de gás é realizada e quer dizer que a parte ucraniana impede a passagem de nosso gás para vocês".

A Gazprom denunciou esta manhã que a Ucrânia mantenha o bloqueio ao fornecimento de gás para os consumidores europeus, depois da Naftogaz se negar a receber 98,8 milhões de metros cúbicos de gás através da estação de Sudzha com destino à Moldávia, à Eslováquia e aos Bálcãs.

Segundo o consórcio russo, a parte ucraniana condicionou a recepção do gás a que o combustível fosse bombardeado através das estações de Pisarevka e de Valuika, "destinadas principalmente para o consumo interno da Ucrânia".

Além disso, segundo a nota do consórcio russo, a Naftogaz exigiu encher de gás os gasodutos de passagem, o que representa um volume de 140 milhões de metros cúbicos de combustível.

"As respostas da Naftogaz mostram que a Ucrânia não é capaz de devolver o gás subtraído sem autorização do sistema (de gasodutos) nem de retomar o trânsito", conclui o comunicado. EFE bsi/fal

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