SÃO PAULO - A companhia aérea Puma Air inicia voos nacionais no final deste mês entre São Paulo e Belém (PA), apostando em cidades pouco assistidas do Norte e Nordeste do Brasil e na demanda de passageiros entre o Brasil e Angola. A companhia, que operava voos regionais desde 2002 no Pará e foi vendida em 2009 para um grupo de investidores nacionais que incluem o empresário Geison Gambogi e a Ipiranga Obras Públicas e Privadas, tem planos de investir R$ 100 milhões no primeiro ano de operação e pode iniciar estudos de abertura de capital em bolsa já no segundo semestre de 2011.

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A empresa inicia voo diário entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e Belém no próximo dia 29, operando avião Boeing 737-300 que integrava a frota da Gol.

A expectativa da empresa é transportar 1 milhão de passageiros nos primeiros 12 meses de operação. Em termos de participação de mercado, o vice-presidente da Puma, Jorge Vianna, afirmou que isso equivale a uma fatia de 1,5% do mercado doméstico e de 2,5% do internacional.

A frota da Puma crescerá até o final do ano para três jatos Boeing 737-300, com capacidades para 134 passageiros cada, e um Boeing 767 que será usado na rota Recife-Luanda, na Angola. Esse voo começará a ser operado em junho ou julho, disse Gambogi, presidente da Puma, em entrevista a jornalistas.

"Vamos ser a única companhia brasileira de bandeira com voos para a África", disse o executivo.

O 767 é resultado de acordo de leasing da Puma com a Gol, que vai operar o voo sob a bandeira da Puma, enquanto a nova empresa se encarregará da comercialização, disse o executivo.

Angola-Brasil

Além dos investidores brasileiros, a Puma tem como sócia, com 20% do capital, a companhia aérea Angola Air Service.

Vianna, que trabalhou na OceanAir antes de integrar a diretoria da Puma Air, afirmou que existem 45 mil brasileiros vivendo em Luanda, mercado que é reforçado por projetos de empresas brasileiras como Petrobras.

Até agora, a ligação de Angola e o Brasil é feita pela estatal angolana TAAG, disseram os executivos.

Voos nacionais

Após a consolidação da operação com os voos nacionais iniciais - rotas Belém-Macapá (AP) e São Paulo-Belém - a empresa avalia retomar as operações regionais no Pará, para cidades como Altamira, Marabá, e também São Luís, no Maranhão, afirmou o diretor comercial da Puma, Eduardo Figueiredo.

"O objetivo agora é lançar a empresa. Depois que atingirmos a sustentabilidade com esses voos iniciais, poderemos partir para essa operação regional", afirmou Figueiredo.

Para as futuras rotas regionais, a empresa poderá utilizar aeronaves de 50 a 70 lugares, que podem ser fornecidas pela francesa ATR (turboélices) ou pela Embraer, disse Vianna, sem confirmar se há negociações específicas em curso.

"As distâncias lá (no Pará) são grandes. Talvez o modelo de jato para a aviação regional seja mais adequado", disse.

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