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Publicitários vêem oportunidades na crise

Tão perdidos quanto qualquer outro empresário no atual cenário de crise, seis presidentes de grandes conglomerados da propaganda mundial falaram ontem, em São Paulo, sobre o futuro da publicidade. A luz que eles vêem no fim do túnel remonta ao que se poderia chamar de alma da propaganda: as boas idéias, essenciais em tempos normais, tornam-se vitais na hora da crise.

Agência Estado |

Andrew Robertson, presidente da BBDO Worldwide, não relativizou a gravidade do momento, mas insistiu que os profissionais devem mesmo arregaçar as mangas. "Não há ninguém hoje que esteja melhor do que há seis semanas", disse. "Temos de olhar para os nossos clientes individualmente. Alguns vão ficar fora do mercado. Outros terão oportunidades para crescer."

Na mesma linha, Tom Carroll, presidente da TBWA Worldwide, acrescentou ainda que "nas duas últimas crises econômicas, o espírito piorou por um tempo, mas as pessoas também aprenderam com elas e já sabem que vão sobreviver". "Talvez não viajem por um bom período, mas, com certeza, vão beber mais. Logo, a intensidade da crise pega de maneira diferente os anunciantes", disse.

"Estamos na era do marketing em tempo real", disse Laurence Boschetto, presidente da DraftFCB. As mudanças, com a rapidez da internet, são constantes e exigem dos profissionais flexibilidade para criar oportunidades de inserir mensagens capazes de persuadir os consumidores também em tempo real. "Temos de nos engajar na tecnologia e ver o que ela pode fazer de bom por nós. Temos de saber mostrar para as marcas como participar desse mundo interconectado em constante mudança. Afinal, se tudo mudou, o que não mudou foi a emoção. É com a emoção que temos de nos relacionar."

Entre todos os presentes havia um consenso sobre o inevitável avanço da comunicação digital. Nem mesmo a crise vai, na opinião desses profissionais, arrefecer o ímpeto de crescimento da presença da web e da portabilidade na vida das pessoas. Bob Greenberg, presidente da R/GA, uma agência nascida no ambiente online, não tem dúvidas sobre esse futuro. Sua rede ainda não é representada no Brasil, mas seus planos são de viabilizar isso em breve.

O mundo, como reconheceu Robertson, da BBDO, muda com uma rapidez que impede os planejamentos de médio prazo. Ele citou como exemplo o fato de, por exemplo, na reunião da cúpula do seu grupo, em 2004, ainda não existir a rede social Facebook, que atualmente tem mais de 200 milhões de usuários. "É a população da Alemanha", disse. Por isso mesmo, o presidente da DDH, Simon Sheerwood, acredita que o atual modelo das agências não responde às novas necessidades. "A integração é o futuro. E o futuro é digital", disse.

Todos concordam que as agências de publicidade têm de parar de pensar em mídia apenas como forma de distribuir os anúncios. As mensagens publicitárias vão cada vez mais se relacionar com os consumidores. O evento de ontem comemorava os 30 anos do grupo Meio & Mensagem.

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