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PT centraliza programa de TV de Marta

SÃO PAULO - Contemplados na elaboração do programa de governo de Marta Suplicy (PT), o bloco de esquerda que compõe a chapa (PCdoB, PSB, PDT) deve ter participação reduzida nas diretrizes do programa do horário eleitoral gratuito da candidata do PT à Prefeitura paulistana. A definição do horário eleitoral gratuito está concentrada no comando geral da campanha, composto por petistas. Os partidos coligados não apresentam publicamente críticas a essa centralização, apesar de reclamarem que o diálogo com o PT poderia ser melhor . Além do bloco de esquerda, PRB e PTN compõem a chapa.

Valor Online |

Dos partidos do bloco, o PCdoB é o com mais interlocução com a equipe de João Santana, responsável pela propaganda de Marta, mas ela está reduzida ao vice na chapa, o deputado Aldo Rebelo. É ele que apresenta sugestões e, como vice, expressa a opinião do PCdoB , diz a presidente municipal do partido, Julia Roland. Já PSB e PDT, segundo seus dirigentes, não participaram das conversas sobre o horário eleitoral gratuito e não sabem ao certo quais serão as diretrizes do que será veiculado no rádio e na televisão. No programa de governo todo mundo dá sugestões, mas na propaganda eleitoral, não. Não podemos dar palpite toda hora , disse o presidente municipal do PSB, vereador Eliseu Gabriel. O presidente do diretório do PDT, vereador Cláudio Prado, também disse não saber o que será apresentado, mas que confia na equipe.

A participação nas definições da campanha por meio de um conselho político foi a condição dos partidos de esquerda para se coligarem ao PT, mas o comando geral é composto quase que só por petistas, que ocupam os principais cargos, como Valdemir Garreta, encarregado de negociar com Santana. Representantes do PT na campanha minimizam o fato e dizem que os coligados são sempre consultados. Zarattini afirmou que líderes do PSB, PDT e do PCdoB participarão da propaganda do horário eleitoral gratuito gravando depoimentos - prevê-se os do ministro Carlos Lupi (PDT), do deputado Ciro Gomes e do governador Eduardo Campos, ambos do PSB.

Apesar da reduzida presença na discussão sobre as idéias a serem apresentadas no horário eleitoral gratuito, o bloco de esquerda mostrou-se satisfeito com o programa de governo de Marta, divulgado oficialmente na sexta. Nem todas as principais propostas que defendemos estão escritas com todas as letras, mas, em princípio, estão contempladas , disse Gabriel, do PSB. Defendemos propostas que não entraram, como o Bilhete Único para o desempregado, mas a exclusão foi negociada , relatou Prado, do PDT. O PT predominou. Isso não significa que as propostas dos outros partidos não foram incorporadas , relatou Julia, do PCdoB. O diálogo tem sido bom, mas podia melhorar , disse.

Exemplo da predominância petista nas propostas é o Centro Educacional Unificado (CEU), criado no governo Marta (2001-2004). A candidata quer construir mais 20 unidades e levar o conceito do CEU para toda cidade: que num mesmo local sejam oferecidos ensino, cultura, esporte e lazer. Já alguns dirigentes da coligação gostariam que os centros fossem voltados apenas para educação, em período integral. Do programa de governo apresentado na sexta, com 50 páginas, o PSB reivindica aprofundar a discussão de temas da área de Educação; o PDT, da área de Transporte e o PCdoB, de Esportes e Saúde. O PT diz que o programa pode incorporar novas idéias.

O programa de governo não trouxe factóides , destacam dirigentes do PT. E a propaganda deve evitar as criações mercadológicas , diferente do que houve em 2004, quando Marta disputou a reeleição. À época, foi muito criticado o projeto de CEU Saúde . No programa de governo apresentado sexta, a idéia básica, que é a criação de policlínicas com especialidades médicas, foi retomada, mas sem o caráter marqueteiro da eleição passada. A propaganda eleitoral deve seguir mesmo caminho.

(Cristiane Agostine | Valor Econômico)

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