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A produção de etanol e de açúcar da Raízen irá crescer durante a próxima safra 2012/2013, que terá início em abril, segundo o presidente da Cosan, Marcos Lutz. No caso do etanol, Lutz afirma que a oferta será maior, mas não o suficiente para tornar o combustível renovável mais competitivo em função do crescimento das vendas de carros flex.
Lutz estima, contudo, que dificilmente os preços do etanol terão picos como os registrados durante a safra que terminou. "Estamos trabalhando bastante na renovação dos canaviais, que foi maior doque 20% na safra que passou e vamos continuar reformando as lavouras na próxima safra", disse em teleconferência para divulgação de resultados.
Durante a atual entressafra, que termina entre março e abril, o presidente da Cosan acredita que existem estoques que deverão manter os preços em níveis mais baixos. "Os estoques fizeram os preços caírem em plena entressafra e esta queda se manterá", afirmou.
Sobre o açúcar, Lutz estima que uma oferta maior do que o esperado no Hemisfério Norte levou a uma retração de preços, mas problemas climáticos que estão aparecendo deverão limitar o crescimento da oferta, o que vai fazer com que as cotações voltem a subir.
Cana
Com a safra já terminada nas 24 usinas da Raízen, a moagem de cana-de-açúcar do grupo ficou em 53 milhões de toneladas, queda de pouco mais de 2% em relação aos 54,23 milhões de toneladas processados no ano anterior. Porém, a queda fica em torno de 10% se comparada ao teto da estimativa para a safra, que era de 60 milhões de toneladas.
Flórida
O etanol brasileiro poderá, no médio prazo, vir a abastecer o mercado da Flórida e da costa leste norte-americana, de acordo com Lutz. Segundo ele, a Flórida está mais perto do Brasil do que a região de produção de etanol de milho dos Estados Unidos, que fica no centro-oeste, o que daria ao Brasil vantagem competitiva em relação aos preços.
Essa competitividade seria beneficiada com o fim do imposto de importação do etanol nos Estados Unidos, que expirou em 31 de dezembro de 2011. O executivo ressalta, contudo, que o maior ganho com o fim do imposto foi uma abertura para a indústria mundial de biocombustível.
"O comércio mundial ficará mais afinado e tanto as importações como as exportações de etanol dos Estados Unidos irão aumentar", explica. Segundo Lutz, hoje a Raízen tem clientes cativos de longo prazo para quem exporta etanol para fins químicos e alimentares.
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