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Três regiões do Chaco boliviano, que possuem 95% das reservas de gás natural do país, exigiram do presidente Evo Morales que eleve o preço do gás vendido a Brasil e Argentina, e planejam uma série de protestos para conseguir este objetivo, informou nesta sexta-feira um dirigente cívico.

O presidente do Comitê Civil de Tarija (sul), Reynaldo Bayard, revelou que os líderes cívicos das regiões produtoras de gás de seu departamento, de Santa Cruz (leste) e de Chuquisaca (sudeste) se reuniram hoje na comarca de Villamontes, 1.200 km a sudeste de La Paz, para acertar as reivindicações.

As três regiões do Chaco boliviano, próximas a Brasil, Paraguai e Argentina, exigem do governo "o nivelamento dos preços para a venda do gás natural à República Argentina e à República do Brasil ao preço regional", disse Bayard à AFP.

No momento, a Bolívia exporta 31 milhões de metros cúbicos diários (MMCD) de gás ao Brasil, que paga 7 dólares por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica), e entre 2 e 3 milhões de metros cúbicos diários de gás à Argentina, que paga 9 dólares por milhão de BTU.

Já a Argentina vende gás ao Uruguai por 16 dólares o milhão de BTU e ao Chile por até 22 dólares o milhão de BTU, segundo informações da Direção Nacional de Energia, de Montevidéu, e da Empresa Nacional de Petróleo, de Santiago.

Bayard disse que as três regiões querem que a Bolívia cobre de Brasil e Argentina 18 dólares por milhão de BTU.

"Não permitiremos mais que dêem de presente" as reservas de gás bolivianas, disse o dirigente, que prometeu adotar medidas de pressão, como o bloqueio de estradas na região do Chaco, a partir desta segunda-feira.

jac/LR

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