SÃO PAULO - A Companhia Providência, que fabrica e comercializa não-tecidos, matéria-prima usada em descartáveis higiênicos e hospitalares, encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 10,8 milhões, queda de 43% sobre os R$ 19 milhões embolsados um ano antes. Já em todo o ano de 2009, a companhia ganhou R$ 51 milhões, alta de 26,6% em comparação com o lucro de 2008.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida da companhia totalizou R$ 114 milhões, cifra 9,8% menor que a registrada em igual período de 2008. Embora o volume de vendas tenha aumentado 5,1%, para 19,9 mil de toneladas.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrou crescimento de 5,8% no comparativo anual, para R$ 27 milhões. E a margem saiu de 20,5% para 24%.

Para 2010, a expectativa é de aumento no volume de vendas, com plena ocupação da capacidade de produção.

Segundo a companhia, o não-tecido é matéria-prima para bens de consumo não-duráveis, cuja comercialização está diretamente relacionada à renda mensal das famílias que veem mostrando crescimento ao longo do tempo e tem boas perspectivas para os próximos anos.

A companhia destacou que este foi o primeiro ano em que suas demonstrações financeiras contemplam exclusivamente do negócio de não-tecidos. Em anos anteriores, a empresa também tinha uma divisão de tubos e conexões e outra de embalagens flexíveis.

(Eduardo Campos | Valor)

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