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Os bancários fizeram manifestações e paralisações em todo o País ontem, um dia depois de rejeitarem a proposta de reajuste salarial oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De manhã, agências de várias cidades do País abriram mais tarde.

Os protestos marcaram o dia nacional de luta da categoria.

Em São Paulo, os bancários retardaram em duas horas abertura de 58 agências na Avenida Paulista. Os terminais de auto-atendimento funcionaram normalmente. Cerca de 1.500 bancários concentraram-se diante de uma agência do Bradesco na Paulista, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Houve distribuição de algodão-doce e chupetas (símbolos da campanha Não Chora Banqueiro), café, leite com chocolate e pipoca. Artistas circenses e uma banda completaram a manifestação.

Os bancários reivindicam reajuste de 13,23%, que corresponde à inflação mais 5%, e mudanças nas regras da participação nos lucros e resultados (PLR). Eles não aceitaram o reajuste de 7,5% e a manutenção das regras atuais para a PLR propostos pela Fenaban na última rodada de negociações, na quarta-feira. O comando nacional orientou os sindicatos a realizarem assembléias até o dia 29 para rejeitar a proposta e aprovar a greve de 24 horas no dia 30.

A Fenaban não calculou o porcentual de agências que aderiram à manifestação. O órgão não reconheceu a rejeição da proposta apresentada na quarta-feira. Por meio de nota, informou que aguarda o recebimento de uma resposta formal do comando nacional dos bancários e que só se pronunciará depois de realizadas as assembléias nos sindicatos.

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