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Protecionismo só aprofunda a crise, diz Lula

BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a criticar, nesta terça-feira, as práticas protecionistas adotadas por países desenvolvidos diante da crise econômica mundial e avaliou que o momento é de adotar políticas públicas ¿consequentes e solidárias¿ para corrigir a desordem econômica global e diminuir seus efeitos negativos.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Devemos combater as práticas protecionistas dos países desenvolvidos. O protecionismo só aprofunda a crise. Precisamos atuar de forma coordenada nos fóruns de negociações internacionais, disse. Uma dessas práticas seria a inclusão de cláusula no pacote de US$ 787 bilhões aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos na última sexta, determinando que obras de infraestrutura financiadas pelo governo local utilizem apenas minério de ferro, aço e bens produzidos por empresas americanas, conhecida como "Buy American".

Lula também reforçou acreditar que a crise econômica é uma oportunidade para o Brasil embora seja um pesadelo sem fim para os países em desenvolvimento. Para nós ela precisa ser encarada como uma oportunidade extraordinária de fazermos aquilo que certamente sabemos fazer, mas que nunca ousamos fazer porque sempre recebíamos o prato pronto dos chamados países desenvolvidos, disse.

Segundo o presidente, os países desenvolvidos precisam tomar medidas urgentes para minimizar os efeitos da crise. Estou vendo agora os países ricos sem muitas soluções para os seus problemas internos e não vejo mais o Banco Mundial e o FMI [Fundo Monetário Internacional] darem tantos conselhos aos Estados Unidos e à União Europeia como nos davam, possivelmente porque agora a dor do calo seja no pé deles e não no nosso pé, disse, durante cerimônia em ocasião da visita do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe

Lula acrescentou que reza todos os dias para que o presidente dos EUA, Barack Obama, consiga achar soluções rápidas para combater a crise. Eu digo todo o dia que eu rezo pelo Obama aquilo que eu não rezo por mim, porque sei da importância dos Estados Unidos para o comércio mundial, para a América Latina, e sei que, se os EUA se recuperem logo, bom para todos, e se não se recuperarem logo, pior para todo mundo. Rezo também para que a Europa se recupere e que aqueles homens que sabiam tudo sobre Colômbia, Brasil e Argentina saibam um pouco mais sobre eles e tomem a decisão que devem tomar para estancar a crise, afirmou.

O presidente também enfatizou ter confiança na economia brasileira apesar das previsões de queda no Produto Interno Bruto (PIB) do País para 2009. Certamente não cresceremos o tanto quanto crescemos em 2008. E certamente teremos uma desaceleração, mas não uma recessão. Estamos mantendo todos os investimentos públicos do governo federal e estamos aumentando os investimentos, destacou.

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