São Paulo, 17 - Política tributária, segurança fundiária e meio ambiente devem dominar a pauta de demandas do agronegócio para o próximo presidente da República. Nesta quarta-feira, participantes do setor discutiram em São Paulo a formatação do documento com as propostas que a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) pretende entregar para os candidatos ao Palácio do Planalto no pleito de 2010.

O texto apresentado hoje será examinado pelos participantes do setor nas próximas semanas.

De modo geral, as propostas são parecidas com as apresentadas nas últimas eleições. "Esta é a enésima oportunidade que temos de apresentar nossos anseios", afirmou Carlo Lovatelli, presidente da Abag. O executivo disse que o porcentual de demandas do agronegócio atendidas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva "ficou próximo a zero", embora reconheça avanços nas áreas de logística e biotecnologia. "Tivemos um bom diálogo com esse governo, mas os frutos foram magros", reclamou.

Lovatelli afirmou ainda que os representantes do setor precisam ser mais persuasivos em relação às suas exigências. "Vamos ter de bater mais forte agora. Estamos pleiteando coisas que são essenciais não apenas para o setor, mas para o País. O tratamento que a gente recebe é desproporcional ao resultado que a gente gera", afirmou o presidente da Abag.

Na área tributária, o setor pleiteia a desoneração das exportações e dos investimentos, a unificação do ICMS, a extinção de cinco tributos (Cofins, PIS, Cide, Salário Educação e CSLL) e a criação de um imposto sobre o valor adicionado. Os empresários também querem regras mais claras para as desapropriações, o fim da "política distributiva de terra" e a conclusão do cadastro fundiário brasileiro. Já a pauta para o meio ambiente cobra a criação de um Código Ambiental Brasileiro "definido em bases técnicas e científicas", assim como a "remuneração por serviços ambientais".

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