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O diretor geral da OMC, Pascal Lamy, apresentou propostas sobre a agricultura e a indústria para salvar in extremis a Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial, informou nesta sexta-feira uma fonte próxima às negociações de Genebra.

"Pascal Lamy propôs reduzir a 14,5 bilhões anuais o topo de subsídios autorizados anualmente pelos EUA a seus agricultores", destacou a fonte.

A representante americana de Comércio, Susan Schwab, propôs esta semana reduzir estes subsídios a US$ 15 bilhões.

Lamy propôs também que cada país possa deixar de fora da liberalização 12% de seus produtos a exportação. Além disso, 5% podem ficar sem nenhum corte nos direitos aduaneiros.

Nos textos em discussão até agora se contempla a possibilidade de os países em desenvolvimento definirem até 14% de "produtos especiais", segundo o coeficiente escolhido.

A "cláusula anti-concentração", pedida pela Europa para impedir que os países emergentes excluam totalmente da liberalização setores inteiros de sua indústria, poderá ser aplicada a 20% dos produtos a exportação ou 9% de seu volume de comércio.

O Mecanismo Especial de Salvaguarda (SSM), que permite a um país elevar as tarifas para se proteger de uma enxurrada de importações, poderá ser aplicado quando o volume de importações de um produto aumentar 140%.

Os países em desenvolvimento poderão incluir até 4% de seus produtos a exportação na lista de produtos sensíveis, evitando corte muito alto dos direitos aduaneiros nestes itens.

Os países em desenvolvimento deverão cortar suas tarifas aduaneiras em um coeficiente que vai de 20 a 25 (quanto mais baixo o coeficiente, maior a redução).

Estas idéias serviram de base para um acordo entre as Sete potências comerciais (Estados Unidos, União Européia, Índia, Brasil, Japão, China e Austrália), e deviam ser apresentadas nesta sexta-feira aos ministros de 30 outros países que participam nas negociações de Genebra.

ama/lm