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Proposta da Presidência francesa para Cúpula de Washington não agrada UE

Bruxelas - A proposta da França de contribuição da União Européia (UE) à Cúpula de Washington do G20 não agradou aos ministros de Economia e Finanças do bloco europeu, por isso será revisada no Conselho Europeu extraordinário de sexta-feira.

EFE |

Os ministros debateram hoje o documento apresentado pela Presidência rotativa francesa da UE, que inclui 11 propostas concretas, como aumentar a transparência dos mercados financeiros e promover a cooperação entre autoridades reguladoras e supervisoras de vários países.

A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, disse em entrevista coletiva que, "em geral, houve consenso" na maioria dos pontos, com exceção ao relativo a uma resposta coordenada internacional aos desafios macroeconômicos do futuro.

No entanto, uma fonte da UE explicou que a Presidência do bloco revisará seu documento (de dez páginas) para torná-lo mais curto e mais geral.

Embora na discussão de hoje não tenha havido críticas abertas, foram registradas bastantes contribuições enviadas à Presidência por escrito e de forma bilateral, acrescentou a fonte.

A idéia é que a discussão fique suficientemente aberta para a cúpula extraordinária de chefes de Estado e Governo da UE, que na sexta-feira deve aprovar esta contribuição européia para a reunião de 15 de novembro em Washington que definirá as bases de reforma do sistema financeiro.

Na discussão de hoje, a Finlândia foi o país que mais se pronunciou claramente contra o risco de incorrer em excesso de regulação, acrescentou a fonte.

Os ministros das Finanças alemão, Peer Steinbrück, e da Economia espanhol, Pedro Solbes, concordaram que a proposta francesa é uma boa base para a discussão. No entanto, Solbes indicou que foram necessárias algumas remodelações.

Já Lagarde se mostrou de acordo com as vozes que advertem contra um excesso de regulação no setor financeiro, enquanto o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, assinalou que "não se pode regular melhor se não houver nenhuma regulação".

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