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Promotoria pede alterações no regime de prisão domiciliar de Madoff

Nova York, 5 jan (EFE).- O financista americano Bernard Madoff foi hoje ao Tribunal Federal de Manhattan para uma audiência na qual a Promotoria pediu a revisão das condições estabelecidas para que possa permanecer em liberdade através do pagamento de fiança, apesar da fraude multimilionária da qual é acusado.

EFE |

Madoff foi detido pelo FBI (Polícia federal americana) em 11 de dezembro, acusado de orquestrar uma fraude por meio de uma estrutura financeira piramidal que, segundo ele próprio confessou, poderia chegar a US$ 50 bilhões, o que a transformaria na maior deste tipo descoberta.

A emissora de televisão "CNBC" mostrou hoje a saída de Madoff do tribunal, onde a Promotoria pediu a suspensão da permissão que ele recebeu para permanecer em prisão domiciliar em seu apartamento de Manhattan.

Em 19 de dezembro, o juiz Ronald Ellis já alterou as condições iniciais da fiança e estabeleceu que Madoff deve permanecer em seu apartamento vigiado por 24 horas, além de requerer a entrega de seu passaporte e o de sua esposa.

A "CNBC" afirma que os promotores acusam o financista, de 70 anos, de violar as condições da fiança ao ter enviado por correio a parentes e amigos jóias no valor de US$ 1 milhão.

No entanto, Ira Sorkin, advogado do ex-presidente do Nasdaq, disse durante a audiência que se tratava de relíquias familiares, e que a família Madoff fez esses envios de forma inocente.

Além disso, alegou que não há risco de que o financista fuja do país e também não é um perigo para a população, pelo que não faz sentido que fique na prisão à espera de seu julgamento.

O juiz estabeleceu que Madoff pode voltar a seu apartamento e que as duas partes devem apresentar por escrito os argumentos que considerem oportunos para que, na próxima semana, voltem a ser revistas as condições da liberdade do financista.

A Polícia teve que abrir hoje passagem a Madoff para evitar que fosse alvo dos jornalistas e cinegrafistas que estavam aglomerados nas portas da sede do tribunal nova-iorquino, assim como em frente ao edifício de apartamentos onde reside, no bairro do Upper East Side de Manhattan. EFE mgl/db

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