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Projetos de logística receberão maior parte de aportes da Rio Tinto

RIO - Os projetos de logística da Rio Tinto para o escoamento da produção de minério de ferro da mina de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, receberão a maior parte dos investimentos de US$ 2,15 bilhões para a expansão da produção no local. Os portos, a logística fluvial e a construção de embarcações ficarão com US$ 1,7 bilhão do total, valor que pula para US$ 1,95 bilhão caso se inclua na conta os 29 quilômetros da correia que levará a produção da mina até o porto brasileiro de Albuquerque.

Valor Online |

Ontem, a mineradora Rio Tinto anunciou aporte de US$ 2,15 bilhões em um projeto de expansão da sua mina de minério de ferro em Corumbá.

De acordo com o diretor de Operações da mineradora no Brasil, José Luiz Carvalho, serão construídos 15 navios empurradores - que servem como motor dos comboios que descem o rio carregados com minério - e 278 barcaças que atuarão no transporte, a um custo estimado de US$ 1 bilhão.

Não é uma certeza, mas há possibilidade de que os 15 navios empurrados sejam construídos no Brasil, frisou Carvalho, acrescentando que a Rio Tinto estudou custos da construção de navios e barcaças em mais de 50 estaleiros em todo o mundo. Caso os empurradores fiquem mesmo no país, o investimento será de cerca de R$ 300 milhões.

Os aportes em logística contemplam ainda a construção de instalações no porto de Albuquerque, a um custo de US$ 250 milhões, o que tornará o terminal capaz de receber 10 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. No local, o produto será transferido às barcaças. Atualmente, a Rio Tinto utiliza o porto de Gregório Curvo, que continuará sendo operado pela empresa e terá sua capacidade ampliada dos atuais 1,5 milhão de toneladas por ano para 3 milhões de toneladas por ano.

No Uruguai, a Rio Tinto construirá o porto de La Agraciada, por US$ 320 milhões, que terá capacidade para 10 milhões de toneladas anuais. As barcaças chegarão ao porto uruguaio e ali o minério será alocado em navios transoceânicos para envio a clientes, principalmente, da Europa e Oriente Médio. A empresa também manterá as operações no porto argentino de San Nicolás, que tem capacidade de 2 milhões de toneladas por ano.

Os investimentos argentinos prevêem aumento da capacidade do sistema da Rio Tinto no país dos atuais 2 milhões de toneladas por ano para 12,8 milhões de toneladas a partir de 2010. A mineradora também prepara estudos de viabilidade, a ser completado até a metade de 2009, para um projeto para que pode elevar a capacidade do sistema para 23,2 milhões de toneladas anuais.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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