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A Rua Frei Caneca pode ganhar cara nova a partir deste ano. Ontem à noite, foi divulgado o resultado do concurso de reurbanização da via, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e pela Associação GLS Casarão Brasil, com sede na rua.

No coquetel de premiação foi eleito o projeto da equipe de Conrado Garcia Ferrés, que priorizou a melhoria da circulação de pedestres na área. O prêmio para o primeiro colocado é de R$ 5 mil.

"Nossa ideia principal foi recuperar o espaço público, humanizá-lo para torná-lo agradável às pessoas", conta o arquiteto. A reorganização do trânsito, o tratamento do pavimento e ampliação de calçadas, instalação de equipamentos urbanos e recuperação de áreas verdes foram soluções apontadas pelo projeto.

Soluções. O concurso havia sido lançado em novembro de 2009, durante a 8ª Bienal Internacional de Arquitetura. Soluções para remodelar o calçamento, iluminação e mobiliário urbano foram critérios considerados pelos jurados.

O segundo lugar ficou para Marcos Forti, que ganhou hospedagem em um hotel-fazenda de Araxá (MG) e o terceiro lugar coube ao trio Stetson Lareir, Joaquin Torres e Rafael Lamazares, que ganhou menção honrosa.

"O resultado foi extremamente positivo. Todos tinham algo a contribuir para o debate sobre a revitalização da Frei Caneca", avaliou Victor Chinaglia, coordenador do concurso e membro do conselho superior do IAB. Ao todo, 66 arquitetos ou equipes se inscreveram. Desse total, 31 entregaram os trabalhos no prazo. "Foi extremamente difícil escolher os três primeiros pela qualidade dos projetos. A avaliação durou quase 12 horas."
Segundo Chinaglia, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano forneceu o levantamento técnico das quadras da rua que serviu de base aos projetos. "Os arquitetos não se limitaram a um desenho, fizeram estudo completo de transporte, fluxo de pedestres, iluminação, mobiliário urbano e drenagem. Espero que o concurso sirva de modelo para outras ruas."
Orçamento. "O segundo passo agora é fazer um orçamento e buscar parceiros", explicou Douglas Drumond, presidente do Casarão Brasil, que comemora um ano nesta semana. "A Subprefeitura da Sé se mostrou disposta a fazer obras no subsolo necessárias à reurbanização. Buscaremos o apoio de patrocinadores, comerciantes e moradores. A união do privado com o público fará com que a execução do projeto seja viável", disse.

Para quem quiser conferir as propostas que concorreram no concurso, as plantas dos 31 projetos ficarão expostas no Casarão Brasil (Rua Frei Caneca, 1.057) até dia 26.

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