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Santiago do Chile, 6 abr (EFE).- O terremoto do dia 27 de fevereiro levou o Banco Central do Chile a diminuir hoje em 0,25 pontos a projeção de crescimento para a economia do país este ano.

Santiago do Chile, 6 abr (EFE).- O terremoto do dia 27 de fevereiro levou o Banco Central do Chile a diminuir hoje em 0,25 pontos a projeção de crescimento para a economia do país este ano. A nova projeção situou o crescimento para 2010 entre 4,25 e 5,25%, segundo indicou o presidente do Banco Central, José de Gregorio, ao apresentar o Relatório de Política Monetária (Ipom) correspondente a março perante a comissão de Fazenda do Senado. A projeção anterior, feita em dezembro, situava a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 entre 4,5 e 5,5%, no começo de um processo de recuperação da economia, após a crise internacional. Segundo o relatório no primeiro trimestre, o impacto da catástrofe sobre o PIB seria de até três pontos. Sem o terremoto, "o ritmo de expansão que a atividade econômica e a demanda vinham mostrando, junto com o cenário internacional, teriam levado a revisar para cima o crescimento previsto para este em um ponto percentual". O Relatório Mensal de Atividade Econômica (Imacec), que antecipa os resultados do PIB, diz que em janeiro a economia chilena cresceu 3,4% sendo que esse número caiu para 2,7% em fevereiro. De Gregorio ressaltou que embora no primeiro e segundo trimestre o dinamismo da atividade seja menor ao observado até janeiro, "a médio prazo os esforços de reconstrução darão um impulso significativo à economia". O terremoto provocou uma perda de capital produtivo da economia equivalente a US$ 13,2 bilhões, o que faz com que o PIB provável de 2010 fique 1% ou 1,5% abaixo do previsto antes da catástrofe. No entanto o relatório afima que a partir do terremoto será gerado um amento nos investimentos perto de 1% do PIB deste ano, considerando os novos investimentos e a reformulação de projetos que já estavam previstos. A inflação anual também deve superar os 3% no segundo semestre, chegando a4% durante alguns meses, para voltar ao patamar dos 3% no próximo ano. A respeito da taxa de juros de política monetária, o banco acredita que ela seguirá sendo "estimulada" nos próximos meses, e que para fins de projeção deve chegar a um nível similar ao da Enquete de Expectativas Econômicas de março. A pesquisa considerou que essa taxa, que é atualmente do 0,5% anual, se manterá sem mudanças pelo menos até agosto, quando subiria para 1%. Em dezembro subiria para 2%; 2,75% em fevereiro de 2011, 4,25% em agosto desse ano e para os 5,50% em fevereiro de 2012, segundo os economistas, acadêmicos e executivos que participaram da enquete. O relatório admite que o panorama internacional está melhor do que o levado em conta em dezembro, em que as projeções de crescimento mundial para 2010 e 2011 foram revisadas para cima. Para este ano, o banco espera um crescimento mundial de 4,3% e de 4,4% no próximo. Adverte, no entanto, que alguns riscos persistem, como a sustentabilidade do crescimento nas economias desenvolvidas e o alerta sobre a situação fiscal de algumas economias europeias e os efeitos que eles podem ter na percepção de risco e nos sistemas financeiros desses países. O terremoto, de 8,8 graus Richter, e o posterior maremoto que assolaram o centro e sul do Chile deixaram 432 mortos, 800 mil desabrigados e perdas estimadas em US$ 30 bilhões. EFE ns/pb
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